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A Argentina merece sofrer

Almir Leite

05 Outubro 2017 | 23h20

Não, o título deste post não tem relação com a rivalidade entre Brasil e Argentina. É apenas reflexo da constatação feita a cada rodada das 17 realizadas até agora das Eliminatórias Sul-Americanas sobre a bagunça que acompanhou a seleção argentina em todo o percurso.

Bagunça essa que tomou conta da cartolagem, com dirigentes presos, outros preocupados em fugir de escândalos, eleição para a AFA com número ímpar de votantes que terminou empatada… E isso teve consequência dentro de campo.

Uma dessas consequências foi a troca constante de treinador. E, também por isso, principalmente por isso, em nenhum momento a Argentina teve um time. Cada treinador que assumiu tinha filosofia totalmente diferente do anterior. E nenhum conseguiu dar um padrão mínimo à equipe.

Além disso, a Argentina não tem toda essa qualidade humana que todos apregoam. Messi é craque, é certo. Mesmo quando não joga um futebol de encher os olhos acaba sendo superior aos companheiros. Isso mostra que os outros não são tudo o que se fala.


Di María também não é o mesmo na seleção e no time (no caso o PSG). Higuaín e Aguero, quando jogam, se destacam por perder gols. Mascherano está ultrapassado. Biglia é esforçado. E por aí vai…

E o treinador atual, o festejado Jorge Sampaoli, anda querendo ser mais realista do que o rei. Muda o time a toda hora, coloca jogadores (como Benedetto) que não parecem preparados para segurar o rojão. Faz trabalho pífio, embora mereça o “desconto” por ter chegado a pouco tempo.

Ainda assim, e embora em sexto lugar, a Argentina tem amplas possibilidade de se classificar, se não diretamente depois, por meio da repescagem.  Mas chega à última rodada com bastante sofrimento, consequência de tropeços seguidos advindos de mau futebol e de estratégias tolas, como a de levar o jogo com o Peru para a Bombonera para tentar intimidar os rivais. Um sofrimento merecido. Bem feito.