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A fritura de Muricy

Almir Leite

31 Março 2015 | 13h05

Muricy Ramalho colocou o cargo de treinador do São Paulo à disposição dias atrás. A diretoria não aceitou. Mas começa a se mexer para encontrar um substituto. E isso poderá ocorrer muito antes do que se imagina: caso o time tropece no San Lorenzo, na quarta-feira, são boas as chances de o ciclo de Muricy no Morumbi ser encerrado.

Os dirigentes que estão no comando, ou grande parte deles, já queriam ter se livrado do treinador. Mas sabem que isso seria arriscado. Muricy é querido da maior parte da torcida – e fez por merecer tal carinho, ganhando vários títulos em sua passagem anterior pelo clube, onde nasceu para o futebol aliás, e na atual evitou um rebaixamento no Brasileiro que parecia certo – e as cobranças poderiam ser fortes caso seja tirado e as coisas continuem dando errado.

Por conta disso, preferem que seja de Muricy a iniciativa de pedir, novamente o boné. Desta vez, o pedido seria atendido. E os cartolas querem, então, estar com outro técnico alinhavado. O problema é que buscam um profissional experiente e vencedor e, pelos relatos feito ao blog, numa das portas procuradas deram com o nariz nela. O treinador avisou que não conversa enquanto estiver alguém ocupando o lugar que lhe foi oferecido.

Claro que futebol é momento e o momento do próprio Muricy não parece bom. Ele não consegue encontrar padrão para o time e, pior, dá mostras de desgaste emocional.  Parece estar de “saco cheio”, com perdão da expressão, dessa vida que vem levando.

Mas, como qualquer pessoa, merece ser tratado com respeito. Se os dirigentes o querem fora, que o tirem e depois segurem a bronca. Não deverá ser assim.  Tanto que oficialmente ninguém irá admitir que já se procura uma opção a Muricy.