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Del Nero não chega ao fim do ano

Almir Leite

03 Dezembro 2015 | 14h54

Não, não se trata de adivinhação, de chute. O título deste post apenas reflete o pensamento de várias pessoas, próximas ao poder do futebol brasileiro, em consequência dos atos desta quinta-feira, 3 de dezembro, envolvendo Marco Polo Del Nero. Na Suíça, o Comitê de Ética da Fifa abriu investigação contra ele; nos Estados Unidos, o presidente da CBF será acusado de corrupção.

Ou seja, a situação de Del Nero se complicou gravemente, e ele sabe disso. E sabe o risco que corre. Se for punido pela Fifa, terá de deixar a presidência da CBF.  Mas ele não quer perder o poder. Por isso, estuda licenciar-se do cargo. Dessa maneira, pode indicar quem fica em seu lugar – com quase toda certeza indicará Fernando Sarney, com pequena chance para Marcus Vicente (pequena, mas pequena mesmo).

Por isso, os que apostam que irá se licenciar acreditam que isso pode ocorrer ainda neste ano. No máximo deve esperar até o início de fevereiro – a eleição na Fifa será em 11 daquele mês.

O plano de Del Nero é, em resumo, licenciar-se mantendo o poder – e mantendo na CBF toda a sua trupe.


Mas vai dar briga. Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense, desafeto de Del Nero e primeiro na linha sucessória da CBF em caso de deposição ou renúncia do presidente, vai brigar na Justiça caso ocorra a manobra do licenciamento.  Seus advogados têm inclusive os argumentos jurídicos já preparados.

No início de julho Delfim disse ao blog que não aceitaria um golpe. E, hoje, com a agravamento da situação, está ainda mais convicto de que tem de tentar impedir que isso ocorra.