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Itaquerão e Pacaembu, uma mão lava a outra

Almir Leite

24 Março 2015 | 11h47

O Corinthians concordou em ceder sua arena para receber jogos dos torneios de futebol da Olimpíada. Como contrapartida, é possível que possa utilizar o Pacaembu de graça, no período dos Jogos, caso tenha necessidade. Essa hipótese de cessão gratuita foi admitida ao blog pelo sub-secretário de Esportes da cidade de São Paulo, Luiz Sales.

Não é uma questão simples, pois legalmente o Pacaembu só pode ser utilizado por entes privados, que vão auferir lucros com seu uso, mediante pagamento de aluguel – era o que o Corinthians fazia quando jogava regularmente lá. Mas uma alternativa será estudada. “É uma possibilidade, uma vez que o Corinthians está colaborando com a cidade. Mas será preciso encontrar um caminho (legal) que viabilize esse empréstimo”, explicou Luiz Sales.

Outro empecilho poderá vir a ser a concessão do Pacaembu. Está em andamento um processo para passar a administração do estádio a um ente privado, processo este que deverá ser concluído ainda neste ano. E, claro, quem vier a ser concessionário não vai querer ceder o local de graça – a não ser que tal possibilidade seja colocada em contrato.

Vale lembrar que estádios cedidos para hospedar o futebol numa Olimpíada ficam à disposição do Comitê Organizador e do COI por pouco mais de um mês, enquanto a competição em si não passa de 20 dias. E nesse pouco mais de um mês certamente o Corinthians terá de entrar em campo.  Por isso, estuda-se essa composição, no melhor (e no caso justo) estilo “uma mão lava a outra”.

Ressalte-se ainda que não está totalmente batido o martelo sobre a participação de São Paulo na Olimpíada. Agora, a bola está com Prefeitura, governo do Estado, governo federal, e também CBF e FPF, que terão de resolver quem arca com os custos das estruturas temporárias necessárias para que o Itaquerão receba a Olimpíada.

Mas o sim, que só deverá ser dado no final de abril, não está tão difícil como andam falando por aí.  Está sendo gestada uma divisão de custos de maneira que não fique pesado para nenhuma das partes. Além disso, será possível fazer parcerias.  Arrisco-me até a cravar que só no caso de uma grande reviravolta São Paulo se recusará a receber a Olimpíada.