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Antero Greco

24 Março 2016 | 01h43

Futebol de time pequeno, campanha de time médio, público de time pequeno: apenas 2.970 pagantes no Pacaembu.

Mas, por sorte, o São Paulo tem Paulo Henrique Ganso – jogador de time grande: só por isso venceu o Botafogo, por 1 a 0, recuperou a liderança apertada de seu grupo e acabou com jejum de 5 jogos e um mês sem vitórias.

Vendo com atenção a partida, percebe-se que Ganso faz parte de um outro time. Ele joga diferente do resto dos esforçados companheiros. Ganso joga em um nível de qualidade que os parceiros tricolores não conseguem acompanhar, não têm futebol para isso.

E o técnico Edgardo Bauza parece também não entender. Não consegue formar uma equipe com sabedoria. Os passes de Ganso são precisos e sempre deixam os atacantes em boas condições. Mas o São Paulo parece sempre desarrumado.

Então, sobra para o próprio Ganso tentar a jogada decisiva, como aos 25 minutos do primeiro tempo, quando bateu de fora da área, para defesa de Neneca. Já no segundo tempo em outra tentativa, Neneca rebateu com os pés.

As tentativas do meia eram a esperança de que algo de bom poderia acontecer, apesar de o Botafogo em contra-ataques ameaçar o gol são-paulino. Aos 35 minutos, Ganso deixou de lado a categoria e fez uma falta por trás: levou amarelo e está fora do clássico de domingo contra o Santos.

Era tudo o que os tricolores não queriam. E tudo poderia ir por água abaixo, quando o atacante Léo desperdiçou a chance de fazer o gol botafoguense, aos 40 minutos. Parecia que se consolidava outra derrapada das bravas.

Mas aí surgiu passe preciso de Ganso e finalização milimétrica do argentino Calleri, que voltou a marcar após 11 partidas. Dessa vez, Neneca não conseguiu defender: 1 a 0.

O técnico Edgardo Bauza volta a respirar aliviado, e com ele o São Paulo. Mas vai ter de quebrar a cabeça para montar time que honre a camisa tricolor contra os santistas.

(Com participação de Roberto Salim.)

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