A opção do quinteto da Libertadores

Antero Greco

21 Março 2015 | 15h02

Chega o fim de semana e você fica ansioso para ver seu time em ação. De preferência, com os melhores jogadores em campo. Muito justo, pretensão correta. Mas, e no caso das equipes que, além do Estadual, disputam também a Libertadores? Como ficam? Entram em campo com força máxima ou se resguardam  para evitar contusões e desgaste?

Os técnicos de São Paulo, Corinthians, Inter, Cruzeiro e Atlético-MG já se impuseram esse dilema. E, cada um à sua maneira, encontraram a alternativa que consideram melhor. O rodízio é a que prevalece. Mesmo assim, depende do calendário dos respectivos times.

Muricy Ramalho não tem dúvida: com o São Paulo a um passo da classificação para a próxima fase do Paulista, resolveu dar descanso para muitos titulares neste domingo contra o Marília. Em casa, sabe que não vale a pena forçar o grupo, que tem clássico com o Palmeiras no meio da semana, depois enfrenta o Linense em Lins, daí viaja para jogar com o San Lorenzo, dia 1.

Tite  seguirá estratégia semelhante. Neste domingo, recorre aos principais jogadores contra o Capivariano, com exceção de Gil e Elias, na seleção. Depois, rodará bastante o elenco diante de Lusa (na terça), Penapolense (quinta) e Bragantino (domingo). Sequência árdua.

O Inter só joga na Libertadores no dia 16 de abril. Mesmo assim, Diego Aguirre dará refresco para os titulares neste domingo contra  o Veranópolis pela 11.ª rodada do Gauchão.  Por causa do cansaço com a viagem para o Equador, no jogo com o Emelec. O colorado tem 19 pontos e está em terceiro lugar no torneio regional. Portanto, em situação tranquila.

Marcelo Oliveira não quer saber de folga e, mesmo com a vitória na Venezuela, confirmou equipe número 1 no duelo com o América neste domingo. O treinador acha que é a oportunidade para corrigir defeitos e acelerar entrosamento. Depois, se for o caso, pensará em misturar, conforme a situação de cada jogador.

Levir Culpi esperava este sábado para definir o Galo para pegar o Tombense, em Ipatinga. A tendência é a de dar uma relaxada, após a vitória apertada na Colômbia, contra o Santa Fé. Quem reclamar de dores, fica fora. Ele diz que decidirá com bom senso.

É isso. Não há o que reclamar. No fundo, mesmo que não digam abertamente, a preocupação está na Libertadores, porque nos Estaduais o desafio é mais cômodo.