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Antero Greco

25 Fevereiro 2016 | 02h46

Tem duas coisas para as quais não deixo de torcer no futebol: para goleiro pegar pênalti e para centroavante marcar. Acho o máximo quando o goleiro dá um pulo de gato e evita o gol, diante do espanto do carrasco. E imagino a angustia do artilheiro quando vem aquela secura de ver a bola a estufar os cordéis, como diziam os antigos locutores.

Bom, o parágrafo acima é para dizer que o mais bacana, no empate de 1 a 1 entre São Bento e Corinthians, na noite desta quarta-feira, em Sorocaba, foi o gol de André. Pelo lance em si (uma ligeira confusão na entrada da área e o chute indefensável), pelo momento em que ocorreu (aos 43 do segundo tempo) e sobretudo por ter sido o primeiro que marcou desde a chegada ao clube.

Deu para sentir o alívio do moço, contratado meio às pressas para substituir Vagner Love, que se mandou para Mônaco. Ele recebeu algumas oportunidades de Tite e andava ansioso para cravar a marca do goleador. E, se algum matador diz que não se importa com jejum de gols, ou está mentindo ou não é matador coisa nenhuma.

O gol inaugural de André mereceu a comemoração dos colegas e a festa da torcida. Mas serviu também para evitar a primeira derrota no Paulistão. O Corinthians flertou com o perigo, nas duas últimas rodadas, e dançou miudinho diante de Ferroviária (2 a 2) e São Bento (1 a 1). Em ambas as ocasiões, o sistema defensivo ficou exposto – e Tite admitiu, na entrevista após a partida.

Sei, sei, fica a ressalva de que houve um quilo de alterações, por contusão, por precaução, por cansaço. O Corinthians desta quarta-feira, salvo engano, começou com um titular da temporada passada. Ou seja, era outra equipe. Daí as falhas, as derrapadas, o sufoco para sair da desvantagem.

Há um aspecto bom: Tite segue com o elenco sob análise e não garante ninguém com vaga reservada na equipe. (Quer dizer, Cássio e Elias são dois intocáveis…) Ele mandou o recado para todos: o Corinthians está em reconstrução e há lugares disponíveis. Quem aproveitar, leva…

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