Ah, aquele chute de Romero…

Antero Greco

05 Maio 2016 | 02h09

A bola lançada por Danilo fez a curva perfeita, encobriu a zaga uruguaia e chegou aos pés de Romero, que tocou com a direita. Se entrasse no gol, seria a consagração, o gol de virada histórica do Corinthians sobre o Nacional de Montevidéu.

Mas a bola saiu rente à trave, o jogo acabou 2 a 2, o Corinthians foi eliminado, na noite desta quartra-feira, e agora vai enfrentar o Grêmio, não pela Libertadores, mas na estreia no Brasileiro, no dia 15.

A fiel torcida saiu triste da Arena de Itaquera, é lógico.

Não deveria ser assim. Na verdade, o Corinthians chegou longe demais, por tudo que enfrentou desde o desmanche do time campeão nacional de 2015. Saíram jogadores fundamentais para o esquema de Tite, que fez milagre ao remontar o grupo em tão pouco tempo.

Falta um jogador de criação, que pode até ser Marquinhos Gabriel, que estreou contra o Nacional. Pode ser. Mas leva tempo. De qualquer maneira, a campanha na Libertadores não foi decepcionante: o Nacional é uma equipe traiçoeira e teve um início de jogo fulminante, chegando a 1 a 0 logo aos 5 minutos, em um lance que contou com a falha do grande goleiro Cássio. O artilheiro Nico Lopez não perdoou.

O Corinthians não se amedrontou. Seria impossível com 43 mil torcedores a seu lado – e aos 14 minutos empatou com Lucca. Acontece que o Nacional também não é um time covarde e o jogo foi disputado em ritmo alucinante. Os 45 minutos passaram rapidamente, com chances para os dois lados.

O segundo tempo teve muito mais emoção. E aos 11 minutos, o Romero do time uruguaio fez 2 a 1. Foi quando começaram os milagres do goleiro Conde: ele fez uma defesa inacreditável numa finalização de Romero e ainda salvou com o pé o toque de Yago, no rebote.

A pressão era grande e Marquinhos Gabriel foi derrubado na área. Pênalti. André correu para bater, deu paradinha, olhou, encenou e chutou mal para defesa de Conde. Aos 38. Para complicar ainda mais, o lateral Fagner perdeu a cabeça, chutou um adversário e foi expulso.

Parecia o fim de tudo, mas ainda não era. Ao disputar a bola com Felipe dentro da área, o zagueiro Polenta tocou a mão na bola. O juiz argentino Nestor Pitana com segurança marcou outro pênalti. Desta vez Marquinhos Gabriel bateu e fez: 2 a 2.

Faltavam ainda dois minutos para o encerramento. Foi quando Danilo fez o lançamento perfeito para Romero. E o que aconteceu todos já sabem.

(Com participação de Roberto Salim.)

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