Atropelaram o Barça. Alguém anotou o número?

Antero Greco

14 Fevereiro 2017 | 19h54

Meu amigo, imagino como esteja a cabeça do torcedor do Barcelona neste momento. Deve ter ficado deeeeste tamanho! Que surra que o premiadíssimo time catalão levou do Paris Saint-Germain, na noite desta terça-feira. Se alguém foi ao Parque dos Príncipes para ver exibição de Neymar, Messi e Suárez, viu um show de Draxler, Di Maria, Cavani e companhia. O placar ficou nos 4 a 0 fora o baile.

O PSG não deu a mínima importância para o peso da camisa do adversário, campeão de tudo. Mandou no jogo, do início ao fim. Fez dois gols em cada tempo – Di Maria e Draxler, na primeira etapa, Di Maria e Cavani, na segunda -, pressionou, criou chances para outros. O Barça, perdido, conseguiu uma bola na trave. E olhe lá.

O resultado foi extraordinário e deixa o clube francês a meio passo das quartas de final da Champions League. A proeza entra para a antologia histórica local. Mas nem o PSG é uma máquina como tampouco o Barcelona é uma fraude. Um teve jornada memorável; outro jogou com bola murcha e escreveu página para ser esquecida.

Mesmo assim se podem tirar constatações interessantes do tira-teima. O PSG parece amadurecer como time, no plano internacional. Já há algum tempo prevalece na França, por conta da alta grana que lhe foi injetada pelo bilionário que o comprou. Falta-lhe ainda o pedigree para entrar no bloco dos grandes do continente e do mundo. Essa vitória sobre os espanhóis tem tudo para empurrá-lo pra cima.


O Barcelona continua com elenco robusto, repleto de estrelas, sobretudo do meio para a frente. Mas não é a força imbatível de tempos atrás. Mudou com Luis Enrique, para bem e para mal. Ficou mais veloz, às vezes letal. Mas, por ter menos a bola, por trocar menos passes do que antes, também se expõe mais. Raro encontrar um rival à altura; quando topa com um, como nesta terça-feira, suas falhas ganham destaque.

Agora, terá de devolver os 4 a 0, para decidir em prorrogação ou pênaltis. Ou construir uma goleada maior. O fato é que foi atropelado e foi para casa sem saber sequer o número do caminhão que o tombou…