Calvário colorado

Antero Greco

08 Julho 2017 | 19h02

Torcer para o Inter, ultimamente, tem sido sinônimo de angústia. Não bastasse a queda no ano passado, agora acumula tropeços na Série B. O mais recente, no meio da tarde deste sábado, no empate por 1 a 1 com o Criciúma, no Beira-Rio. Gol salvador de Klaus, aos 48 do segundo tempo, para evitar vexame maior.

Perder pontos como mandante, numa competição de acesso e equilibrada, nem é tão fora de propósito. O que amedronta é a instabilidade. A turma colorada tem dificuldade para coordenar-se, para fazer o jogo fluir, para finalizar ao gol. Enfim, está complicado para impor-se.

Essas limitações deram o ar da desgraça diante do rival catarinense. Não é que o Inter tenha passado sufoco – a rigor, o Criciúma teve uma grande oportunidade, com Lucão aos 5 minutos do primeiro tempo, ficou em vantagem e soube segurar-se. O entrave foi a partir daí: teve mais posse de bola, até procurou ir à frente, mas não soube como fazê-lo. Ou, em geral, mais na base da vontade e da ansiedade do que de maneira coordenada.

No papel, o Inter não é menos do que os outros que estão adiante dele na classificação. Vejo, até, como melhor do que a maioria. Não se despreza a qualidade de gente como D’Alessandro, Potker, Danilo, Uendel, para ficar nos que atuaram nesta rodada. O xis do problema é a falta de liga. Não tem jeito de engrenar na atual temporada.

Por isso, jogadores abusaram dos cruzamentos, dos levantamentos para a área, das tentativas de cavar faltas. Alguém pode dizer que deu certo, por causa do gol de Klaus. Meia verdade. Houve, no lance, falha da zaga do Criciúma. E é muito pouco para quem pretende subir mais forte do que na época do rebaixamento.

O Inter de hoje está muito aquém da própria história. O que não justifica protestos e violência de alguns torcedores, depois do jogo. Não é na ignorância e no terror que o Inter reencontrará o rumo. Mas com incentivo.

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