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Centurión quer respeito Torcida pede produção

Antero Greco

15 março 2016 | 15:10

O elenco do São Paulo não anda entusiasmando dentro de campo. Mas, fora, a turma chia que é uma barbaridade.

Michel Bastos está aborrecido porque a torcida o pegou pra Cristo. Há possibilidade de ir embora, e o Inter abriu-lhe as portas. Depois, Kieza (quem?) se recusou a ficar no banco contra o Palmeiras e já está de malas prontas para ir embora. Mal passou dois meses no Morumbi e se decepcionou pelo pouco aproveitamento. O erro não é dele, mas de quem o contratou como craque.

Agora vem Ricardo Centurión lamentar-se, via redes sociais. O atacante argentino pediu respeito e disse que as pessoas não devem associar a vida particular com o baixo rendimento. Ele se referia ao fato de que a preocupação com problemas de saúde da noiva interferia no trabalho.

Centurión merece consideração, como todo mundo. E que sua família esteja sempre bem e em paz. Mas, por aquilo que escreveu, há margem para interpretações.

Por exemplo, pode ser que fez autocrítica sincera, o que seria interessante, pois não tem mostrado muito pouco. Ou teria embutido alguma crítica a alguém, por não render o que pode? A quem? Ao técnico? Não pode ser. Com Edgardo Bauza tem tido oportunidades como nunca. Não ficou claro o tom do desabafo nas redes sociais.

Claro é o fato de que Centurión chegou ao São Paulo como astro. Diziam que era ídolo na Argentina, fazedor de gols e tudo o mais. Sério mesmo?

Pouco se fala que o Racing o emprestou para o Genoa, por onde teve passagem discreta, para usar termo gentil. Depois voltou para a Argentina. O Genoa, para quem não sabe, é time que foi grande no passado e hoje não passa de coadjuvante meia-boca no futebol da Itália.

Ah, essas contratações mirabolantes que se fazem no futebol brasileiro… Ah, os investidores…

 

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