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Esportes » Corinthians perde a cabeça e o jogo

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Antero Greco

09 Março 2016 | 21h37

O Corinthians foi vítima, no início da noite desta quarta-feira, da maldita conversa de que “Libertadores é diferente”. Isso mesmo. Caiu no lugar-comum, mais pra conto do vigário, de que se requer força para superar adversários na competição sul-americano, sobretudo quando se joga fora de casa. Erro que, em outras edições, lhe custou desclassificação.

Como isso aconteceu? Os corintianos exageraram nas divididas, tiveram dois expulsos – André e Rodriguinho – e não conseguiram suportar a pressão do Cerro. Resultado: saiu do 1 a 0 no primeiro tempo, para tomar a virada, com três gols, e ainda diminuir no final.

Os 3 a 2 não mudam muito a situação no Grupo 8, apesar de ter caído para o segundo lugar, com 6 pontos, contra 7 dos paraguaios. O Santa Fé tem 4. A derrota expôs, porém, limitações do grupo, principalmente no que se refere a autocontrole e maturidade.

O Cerro não é tecnicamente superior ao Corinthians – e sentiu o baque na primeira etapa, ao tomar gol de André aos 12 minutos. Tite recorreu ao 4-1-4-1 dos melhores momentos de 2015 e, dessa maneira, segurou os donos da casa. Cássio não tomou grandes sustos.

O desmoronamento veio na etapa final. Primeiro com o vermelho para o André, por acúmulo de advertências. A saída do atacante aos 6 minutos, pouco depois do gol de empate (Beltrán, aos 3), mexeu com o Corinthians.

Numa das raras ocasiões em que se viu com menos jogadores, não soube como redistribuir-se e perdeu o duelo no meio-campo. Só não ficou com 9 em campo aos 13 minutos, porque o juiz livrou a barra de Guilherme, que tinha cartão amarelo e fez falta com carrinho. Rodriguinho foi quem levou a advertência no lugar do companheiro.

Só que o refresco dado pelo árbitro não valeu nada, pois Rodriguinho depois também deu carrinho desnecessário e foi pro chuveiro. Sérgio Dias aos 30 e Beltrán aos 37 liquidaram com a invencibilidade alvinegra. Giovanni Augusto, de pênalti, aos 42, só diminuiu o vexame.

A lição com que Tite e jogadores trazem de Assunção é a de que devem esquecer a conversa de que Libertadores significa pegada, garra, catimba, entradas bruscas. Isso não resolve. O que resolve é jogar bola. E o Corinthians não jogou bola, exagerou nas faltas e… perdeu.

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