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Antero Greco

21 Março 2016 | 18h56

Reportagem de Roberto Salim.

Nesta terça-feira (22), no bairro do Capão da Imbuia, em Curitiba, um novo caso de doping no esporte brasileiro poderá ser elucidado. Caso incomum.

Um escândalo, se for confirmado que o ciclista Ricardo Andrei Queiroz Ortiz fugiu do exame antidoping com o auxílio do técnico Luiz Mazzaron, da equipe de Osasco.

Era o dia 15 de novembro do ano passado, quando se disputava na cidade de Botucatu (interior de São Paulo) uma etapa da Copa América de Ciclismo – Tour Brasil. Como vem fazendo nestes meses antes da Olimpíada, a agência ABCD – responsável pelos exames antidoping em nosso país – resolveu dar uma blitz após a etapa botucatuense. E… Ortiz teria fugido do exame.

Pelo menos é o que consta da intimação emitida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação de Ciclismo para que o atleta e seu técnico compareçam à sessão das 18 horas desta terça feira no tribunal, cuja sede fica na Secretaria de Esportes e Turismo de Curitiba.

“O ciclista fugiu com o auxílio do treinador”, escreveu no documento o procurador geral do STJD do Ciclismo, Said Mohmoud Abul Fattah Júnior.

Também foram intimados a comparecer ao tribunal o comissário chefe da União Ciclística Internacional naquela prova, Iverson Ladewig. Mais o oficial de controle de dopagem Luiz Eduardo

Cavedal. E ainda o senhor Luís Gabriel Gago Horto, consultor internacional contratado pela Unesco para a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

Todos eles seriam testemunhas da fuga de Ricardo Andrei Queiroz Ortiz, que é o campeão paulista de provas de montanha.

O que complica mais a situação do ciclista é o fato dele já ter sido suspenso por doping, pelo uso de eritropoetina, no ano de 2009.

Conversando às 14 horas desta segunda-feira, com o procurador Said Mohmoud, ele confirmou o julgamento e disse que no tempo em que trabalha no STJD do ciclismo nunca participou de caso em que o ciclista fugiu do exame.

Mohmoud falou também que o caso da ciclista Uênia Fernandes foi julgado novamente e ela foi punida com 4 anos de suspensão, depois de ter sido inocentada pelo próprio STJD. Houve uma reviravolta no caso e a decisão foi alterada.

Pelos bastidores corre a informação de que um novo caso, envolvendo um ciclista famoso, virá à tona.

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