Corinthians afobado. E Santo André aproveita

Antero Greco

11 Fevereiro 2017 | 23h30

Os últimos dias não foram bons para o Corinthians. Primeiro, o furo n’água na tentativa de trazer Drogba como atração de 2017. Depois, teve a Ponte que pouco se lixou para negociações com Pottker, botou o moço em campo na Copa do Brasil e, com isso, tornou impossível a transferência.

Para fechar a semana ruim, veio a derrota por 2 a 0 para o Santo André, na noite deste sábado, em Itaquera. Resultado pouco comum no confronto entre os dois times. Mas o que aumenta a preocupação da torcida foi o futebol da equipe: confuso, ainda descoordenado, com a agravante de ter sido frágil no sistema defensivo. A turma do ABC desceu três vezes com perigo, em duas aproveitou e fez a festa.

Claro que há méritos para o rival. O Santo André foi aplicado, correto, atento na marcação. Nada excepcional, porém eficiente. Dentro das limitações, cumpriu à perfeição o papel dele e teve no goleiro Zé Carlos um dos pontos altos. Ele fez defesas importantes, a maior delas ao parar pênalti chutado por Jô no primeiro tempo.

É preciso sempre levar em consideração que se trata de início de temporada, o segundo jogo oficial, fora três amistosos de preparação. Ainda tem gente para ser aproveitada, como o jovem Maicon (na desastrada seleção Sub-20) e o veterano Jadson, que deve assumir o papel de astro da companhia. A ressalva vale para que o público não se desespere logo de cara.


Mas o desempenho não foi grande coisa, independentemente do resultado. Comum uma equipe jogar bem e perder. Não foi o caso. O Corinthians mostrou-se afobado, pouco prático e com criatividade baixa. Abusou dos cruzamentos, a maioria na tentativa de encontrar Jô para as finalizações. Uma ou outra, apenas, foi bem sucedida; de resto, só serviu para fazer o nome da zaga do Santo André.

A defesa corintiana não foi incomodada além da conta. Porém, em dois lances decisivos vacilou, e justamente nos gols de Edmilson (no primeiro tempo) e Claudinho (no segundo). Fagner e Moisés desceram muito ao ataque, sem perigo. Pablo e Balbuena necessitam de ajuste no entendimento. No meio, Gabriel tratou de fechar espaço, e só. Felipe Bastos procurou o jogo, mas sem regularidade. Tanto que saiu no intervalo para a entrada de Guilherme, que passou em branco. Marquinhos Gabriel esteve muito aquém do que pode, Marlone e Rodriguinho andaram perdidos à frente e não encostaram em Jô. Ainda entraram Kazin e Romero, sem acrescentar grande coisa.

A tarefa de Fabio Carille é enorme. Será necessária paciência, e ele precisará de mão forte para apoiá-lo. Terá?

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