Corinthians, bom empate e futebol feio

Antero Greco

28 Abril 2016 | 00h37

O Corinthians sabe e pode jogar mais do que fez em Montevidéu. Parece que deixou parte do futebol em algum lugar no gramado de Itaquera, ou em treinamento ou no voo de ida para o Uruguai.

Ué, mas o resultado, o empate não foi bom? Foi.

O 0 a 0 foi sob medida, e os corintianos com certeza vão lacrar a classificação na quarta-feira que vem em São Paulo.

Mas ruim foi o futebol apresentado.


E o Corinthians só não perdeu porque o Nacional também não é lá essas coisas: tem muita empolgação, correria, o espírito uruguaio e um atacante talentoso, o Nico Lopez. O resto é grupo mediano, que ganhou duas vezes do Palmeiras na fase anterior da Libertadores, por topar com um rival instável.

No começo, depois de alguns sustos e de um chute de Nico Lopez, que passou rente à trave de Cássio, parecia que o Corinthians dominaria, com Elias, Rodriguinho e Fagner tomando conta das ações. Ditando o ritmo em campo, enquanto o Nacional era voluntariedade e chutões à frente.

Mas a partir dos 25 minutos, a equipe de Tite pareceu adormecer. O Nacional cresceu e Nico Lopez, sempre ele, recebeu passe primoroso em diagonal, matou no peito e na saída de Cássio tocou com categoria, mas a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo.

Até o final do primeiro tempo só deu Nacional e pequenas confusões: Fernandez contra Uendel, Polenta contra André, Fagner contra Nico Lopez e já no intervalo, na saída para o vestiário: Elias contra Polenta – os dois levaram cartão amarelo.

O Corinthians continuou dormindo no segundo tempo e o máximo que conseguiu foi um chute de Bruno Henrique, que quase mandou a bola para fora do estádio. O Nacional colocou Cássio para trabalhar em duas cabeçadas, que o goleiro espalmou.

O time uruguaio é limitado mesmo, mas o Corinthians poderia ter jogado um pouco mais, pois tem time para isso. Acovardou-se e ficou acomodado com o empate. Afinal, antes do jogo, o próprio Tite disse que a igualdade seria boa.

E foi. Mas o jogo foi horrível!

(Com participação de Roberto Salim.)

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