Corinthians ignora também o Galo

Antero Greco

02 Agosto 2017 | 23h22

Tenho costume, na televisão, de dar meus palpites antes de cada rodada. Já há algum tempo, por farra e provocação, sempre que o Corinthians joga fora de casa afirmo que vai perder. Batata! Não dá outra. Na maioria das vezes, vence. No máximo, empata.

O líder do Brasileiro é irrefreável! Em 18 tentativas até agora, os rivais que mais festejaram foram aqueles que conseguiram ficar com um ponto. E olhe lá. Em 13 ocasiões, lamentaram derrota. Até agora são 43 pontos, que fazem com que veja de telescópio os demais concorrentes.

Campanha até agora histórica, e o mérito aumenta porque consolidada com elenco pequeno, de qualidade mediana (em comparação com outros mais badalados) e que, no entanto, é de uma eficiência de se tirar o chapéu. Baixas eventuais não são sentidas; o padrão permanece.

Essa receita de regularidade impecável entrou em ação nesta quarta-feira, nos 2 a 0 sobre o Atlético-MG em Belo Horizonte. Outra vez, Pablo, Jadson e Romero ficaram fora, assim como Marquinhos Gabriel, reserva que se machucou no fim de semana. Sabe o que significou no desempenho? Praticamente nada. A máquina alvinegra continua azeitada.


Azeitada e precisa, letal. No primeiro lance claro de gol, na etapa inicial, o ressuscitado Jô deixou a marca de artilheiro. Isso aos 31 minutos, em que o Galo esboçava alguma pressão e o Corinthians só esperava a chance para dar o bote. E foi assim até o intervalo.

O Atlético tratou de sair da letargia, na segunda parte. O técnico Micale colocou Otero, Robinho e Adilson para dar mais agilidade. Até teve pressão. Robinho espanou uma oportunidade na área, Cássio apareceu duas vezes de forma segura e a turma alvinegra se segurou, com paciência e ordem.

O que aconteceu, então? Quando o Galo acreditava na possibilidade de empate, levou o segundo gol. Rodriguinho aos 37 completou contra-ataque bem coordenado. Nocauteou o rival, que continua a ser um dos piores mandantes na competição.

O Corinthians já poderia mandar lustrar a taça, porque essa só perde para ele mesmo. O Atlético caminha firme para ser a maior decepção, em função do investimento e do elenco. Aliás, o fim de ano deverá deixar vários desempregados no clube mineiro…

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