Corinthians na turbulência

Antero Greco

13 Setembro 2017 | 23h58

Você já pegou turbulência em voo? Mas daquelas fortes, que chacoalham o avião por vários minutos? O bichão sobe e desce, numa montanha-russa no ar. Dá um medo danado. Sorte que, depois, tudo volta ao normal, para alívio geral…

Pois o Corinthians está numa fase de turbulência. Ainda não a ponto de botar medão nos passageiros (torcedores). Mas o suficiente para assustar um pouco. São três derrotas em quatro jogos no returno do Brasileiro, com futebol oscilante. A elas se soma, agora, o empate com o Racing – 1 a 1, em casa, pelas oitavas de final da Sul-Americana.

O povo que esteve em Itaquera, na noite desta quarta-feira, ficou perplexo, preocupado, como se viu pelo pouco barulho no segundo tempo e pelo ar de preocupação ao final do jogo. No primeiro tempo, viu um Corinthians melhor do que nas últimas apresentações, mais próximo daquele que deitou e rolou no turno do campeonato nacional.

Tanto que ficou em vantagem, com gol de Maycon aos 29 minutos. Gol à parte, o importante foi mostrar controle dos nervos e das ações. Houve troca de passes, Jadson e Rodriguinho melhoraram, construíram bons lances. A marcação funcionou, os argentinos tiveram pouco espaço para se esparramarem na arena alvinegra.


No segundo tempo, prevaleceu o Corinthians recente, ou seja, lento, dispersivo, aparentemente “cansado”, com criatividade baixa. A turma do Racing percebeu, acelerou, forçou, empatou com Triverio (também aos 29 minutos) e quase virou. Isso mesmo: foram os gringos que levaram perigo para Cássio em noite instável.

Não por acaso o pessoal da “Academia”, apelido do Racing, saiu mais satisfeito, ao final da partida. Agora, o time argentino avança se empatar por 0 a 0 em Avellaneda, grande Buenos Aires. O Corinthians continua bem, obrigado, no Brasileirão, porém com a pulga atrás da orelha: estaria acabando o encanto?

A resposta vem no final de semana, de novo em Itaquera, desta vez diante do imprevisível Vasco. Vamos ver se a turbulência fica para trás.