Corinthians sem asas no jogo com Red Bull

Antero Greco

14 Março 2015 | 22h27

O mote das propagandas do Red Bull é o de que ele dá “asas” a quem o consome. Deve acrescentar-se que ele corta as asas de quem o enfrenta. Pelo menos foi assim contra o Corinthians, na tarde deste sábado, no estádio deItaquera. O caçula da Série A do Paulista segurou o rival, diante de mais de 31 mil pagantes, e festejou o empate por 0 a 0.

Corintianos também trataram de mostrar que não foi mau negócio o resultado. O técnico Tite, por exemplo, afirmou que aproveitou o jogo para experiências, como a de ter dois atacantes – Vagner Love entrou no segundo tempo no lugar de Cristian para jogar ao lado de Guerrero. Testou alternativas para usar em desafios no futuro, tanto no estadual como na Libertadores.

A tentativa pode render adiante, mas nesta rodada não deu em nada. O Corinthians esteve aquém do habitual, pela primeira vez passou em branco na temporada, e travou diante de um adversário que soube marcar bem. No primeiro tempo, o Red Bull foi atrevido a ponto de obrigar Cássio a fazer duas defesas, em chutes de longa distância.

A estratégia alvinegra, em essência, foi a mesma de outras partidas: muita troca de passes e recomposição rápida do sistema defensivo quando houvesse perda de bola. Nesse aspecto, não é preciso ensaiar muito; a equipe está acostumada desde a passagem anterior de Tite. O nó está em como passar com agilidade e atrevimento para jogadas de ataque.

Tem mais: a classificação no Paulista é mais do que certa, eventual tropeço diante do Red Bull não iria mudar nada na trajetória da equipe. Por que, então, não arriscar mais e ter como prêmio um jogo mais dinâmico do que ficar no rotineiro e terminar no zero? Ainda mais que foi praticamente um Corinthians com força total.

Pra refletir.