De novo, a valentia do Palmeiras

Antero Greco

22 Outubro 2017 | 19h25

O time titular do Palmeiras é melhor do que o reserva do Grêmio. Ao Palmeiras, só resta o Brasileiro em 2017 e o Grêmio ainda está no rumo do título da Libertadores. O Palmeiras vive fase de ascensão com Alberto Valentim e o Grêmio mantém gangorra no returno.

A conjunção desses fatores desembocou no óbvio: Palmeiras 3 a 1 no clássico com o Grêmio, na tarde deste domingo, em Porto Alegre. A terceira vitória consecutiva da equipe verde sob o comando do interino preferido pelos atletas. A sexta derrota tricolor em 11 rodadas no returno, em retrospecto muito fraco.

O Palmeiras apostou em força máxima, com a presença de Borja no ataque, já que William fica fora por um tempo por contusão. Valentim manteve a defesa e o meio-campo, com Dudu e Keno mais à frente para jogarem ao lado do colombiano.

Deu certo, embora sem que o primeiro tempo tenha sido primoroso. Na prática, a parte inicial do confronto foi morna, praticamente sem trabalho para Prass e Paulo Vitor. Nem paulistas nem gaúchos se arriscaram além do habitual.


A diferença de qualidade sobressaiu na etapa final. O Palmeiras mais ligado, rápido e objetivo abriu vantagem ampla com menos de dez minutos, nos gols de Dudu (aos 3) e Moisés(aos 9). O Grêmio foi para as cordas, sofreu pressão e ainda tomou o terceiro, aos 20, de novo com Dudu. A honra da casa foi salva por Michel aos 33. E nada além disso.

O que se viu de importante? Um Palmeiras vivo, vibrante, com Keno, Dudu, Moisés, Bruno Henrique participativos, defesa atenta e vontade de ganhar. Diferente do período com Cuca? Muito, não apenas pelos resultados, mas sobretudo pela postura e entrega.

Com 53 pontos, tem direito de sonhar (assim como o Santos, que bateu o Atlético-GO), e fica na expectativa de tropeço do Corinthians, na segunda-feira, na visita ao Botafogo. O Grêmio, com 50, pode concentrar-se de vez na luta pelo tri da Libertadores. É o melhor que tem a fazer no momento.