E o Botafogo ressurge, devagar, passo a passo

Antero Greco

01 Março 2015 | 18h49

O Botafogo é um time modesto, tem um elenco modesto. Na verdade, conta com apenas um grande jogador – o goleiro Jefferson. Os demais se dividem entre esforçados, medianos e alguns fracos. Mas é o possível para o momento, um momento delicado, de reconstrução, de reerguimento, de briga para voltar, em 2016, para a elite do futebol nacional.

Mesmo assim, sem alarde e sem estrelas, devagar se refaz, ressurge, tenta fundar bases para tornar-se de novo, a médio prazo, em protagonista. Por isso, deve comemorar, e muito, a vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, na tarde deste domingo, no Maracanã. Placar magro, apertado, mas cheio de significado. O principal deles: começa a surgir um norte.

O clássico no dia do aniversário do Rio não encantou, embora tenha atraído quase 50 mil torcedores. No primeiro tempo, sobretudo, não houve lances espetaculares, jogadas bem elaboradas, trocas de passes perfeitas. Houve, sim, um Flamengo melhor, que segurou o Botafogo, e que passou a impressão de que manteria a liderança no Estadual.

Luxemburgo armou o time de maneira interessante, com três marcadores e dois atacantes. O Botafogo levou susto, sobretudo com a entrada de Gabriel e Jonas no lado de lá, e se perdeu. Renê Simões só se deu conta da falha aos 32 minutos, quando colocou Sassá em campo e tirou Diego Jardel, que não estava bem. Daí em diante equilibrou os movimentos.

A segunda etapa foi mais movimentada, daí sim com boas arrancadas de ambos os lados. O Botafogo, em alguns momentos, superou o Fla, o que o fez encher-se de brio e valentia. A reviravolta de consolidou com o gol de Tomas aos 38 minutos. Gol decisivo, salvador, mas que acima de tudo mostrou que dá para pensar em futuro melhor.

Calma, calma, nem o Botafogo está pronto e terá vida fácil na Série B, tampouco o Fla despencou por causa do resultado e do vacilo no meio de semana na Copa do Brasil. O alvinegro procura rumo e o rubro-negro precisa reaprumar-se.