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Antero Greco

30 Março 2016 | 00h31

A seleção brasileira jogou muito mal.  Dunga mostrou mais uma vez que continua atônito.

Ainda assim, o Brasil arrancou empate suado no estádio Defensores Del Chaco: 2 a 2, com o Paraguai – resultado obtido já nos descontos, com um golaço de Daniel Alves.

A apresentação da equipe nacional foi um festival de equívocos – digno de time que ocupa apenas a 6.ª colocação nas eliminatórias da Copa. Se fosse hoje, o Brasil não participaria nem da repescagem para o Mundial da Rússia.

No primeiro tempo, não fosse a participação ativa de William, o Brasil seria apenas sparring em campo. Ele correu, pediu a bola, comandou e participou da única jogada efetiva do time, quando serviu Ricardo Oliveira, que mandou a bola contra o travessão paraguaio.

Enquanto isso, o Paraguai se impunha: mandou uma bola na trave aos 17 minutos, o goleiro Allison salvou gol certo aos 19, mas aos 40, o artilheiro Lezcano fez 1 a 0. Placar merecido.

No intervalo, Dunga pensou bastante e voltou com Hulk no lugar de Fernandinho. Por isso, mereceu ver desesperado o gol paraguaio logo aos 4 minutos, com Edgar Benitez, após ótimo passe de Ortiz.

Com  2 a 0, seguiu-se um misto de emoção e horror pelo lado brasileiro. O futebol da seleção era horrível, enquanto os paraguaios pareciam a ponto de marcar o terceiro em um contra-ataque, a qualquer momento.

Hulk teve ótima chance para diminuir, mas conseguiu mandar a bola na direção contrária do gol. Aos 18 minutos, Gil marcou de cabeça, mas o juiz colombiano Wilmar Roldan anulou alegando falta do zagueiro.

Sete minutos depois, Dunga curvou-se às evidências que pediam Lucas Lima em campo desde o início da partida. E, logo em sua primeira participação, deu um lançamento de cinema para Ricardo Oliveira, que escorregou na hora de concluir.

Parecia que nada demais iria acontecer, quando aos 34 minutos, Hulk acertou um chute fortíssimo, que o goleiro Villar rebateu: quem apareceu para mandar para o gol foi Ricardo Oliveira. Mas ele nem teve tempo de comemorar, porque o técnico Dunga, mais uma vez erroneamente, o substituiu por Jonas.

E daí em diante o Brasil ficou no campo de ataque tentando o empate. O Paraguai de Ramon Diaz ficou se segurando como podia. Parecia até tranquilo demais.

Foi aí que acabou castigado já nos descontos por uma jogada de Daniel Alves, que iludiu a defesa e mandou para o fundo da rede. Foi o gol do empate do Brasil: 2 a 2, um resultado que não foi justo para os paraguaios e que mostrou todas as deficiências da seleção nacional. Com Neymar o time já não se acerta e sem ele é pior ainda.

O Brasil volta a jogar pelas eliminatórias só em setembro, contra o Equador, em Quito.

(Com participação de Roberto Salim.)

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