Falta o estalo criativo ao Palmeiras

Antero Greco

15 Março 2015 | 15h10

O Palmeiras ganhou do XV de Piracicaba por 1 a 0, na manhã deste domingo, fez a parte que lhe cabia, continua mais próximo da óbvia classificação. Mas foi no sufoco, o gol salvador (Gabriel) veio aos 39 minutos e diante de um adversário com um a menos. O time não jogou bem, ainda carece de padrão, de alternativas de jogada. Precisa do gênio criativo.

É isso. O Palmeiras não tem a explosão do vencedor, pelo menos por enquanto. Quem acompanha a equipe vê que há potencial e que é melhor do que a do ano passado. Pudera, igual ou pior do que aquilo equivaleria a convite para decepções, vexames e rebaixamento. A diretoria fez, portanto, o que se esperava ao sair às compras.

Está em falta a chama da fantasia, da invenção. Não vejo no grupo quem destoe, destrua esquemas, passe ao torcedor a sensação de que vai desequilibrar. Não tem sido Dudu, não será Allione, não há como ser o Robinho, assim como não é Zé Roberto, com o respeito que merece pela perseverança e talento.

Talvez fosse o Valdivia. Mas… ah, o Valdivia. Sabe-se lá quando jogará e por quanto tempo. Não faz mais sentido o Palmeiras ser refém das dores dele. Pode ser o Cleiton Xavier. Pode ser. É preciso ver também quando entrará em campo e de que forma jogará sob o comando de Oswaldo de Oliveira. De resto, são jogadores bons ou medianos, nenhum com a marca do gênio.

Como não é um sábio o treinador. Oswaldo faz parte do enorme bloco dos comuns; eficiente, sem ser medíocre nem acima dos demais. Ele tem elenco enorme, se percebe que busca equilíbrio, a formação adequada, o encaixe das peças. Não encontrou o caminho certo. Ainda.

Por isso, as dificuldades diante de um XV apenas preocupado em não perder – e que quase consegue o objetivo. Da mesma forma como ocorreu na véspera com o Corinthians (0 a 0 modorrento diante do Red Bull), não é possível que um time da qualidade do Palmeiras sofra tanto para ganhar por 1 a 0. E sem nada de diferente na maneira de jogar.