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Esportes » Ferrinha faz Palestra sair dos trilhos

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Antero Greco

28 Fevereiro 2016 | 19h33

A torcida do Palmeiras deve estar com pulgueiro atrás da orelha, depois da derrapada diante da Ferroviária. A primeira dúvida: será que esse time é capaz de fazer  papel bonito na Libertadores? E, antes disso:será que correrá risco de rebaixamento no Paulista? E outra: vai reagir ou será fiasco em ambas as competições?

Um fato é claro: a turma de Marcelo Oliveira ou treina errado ou não entende o que técnico fala. Só assim para tentar entender como o Palmeiras foi totalmente dominado pela Ferroviária,  no final da tarde deste domingo, e saiu dos trilhos.

Treinada pelo português Sérgio Vieira, de 33 anos, a equipe de Araraquara pôs o Palmeiras na roda. Tocou a bola, envolveu, trocou passes com paciência e sabedoria. Comportou-se como time grande e venceu por 2 a 1.

O Palmeiras da folha de pagamento milionária, do técnico reconhecido como um dos melhores do País, foi um fiasco. Aliás, tem sido um fiasco neste começo de temporada.

Já a Ferroviária é a boa surpresa do ano em São Paulo. O goleiro Rodolfo é quase um líbero, os zagueiros não dão chutão, Renato Xavier e Rafael Miranda dão ritmo ao time e, ao contrário dos adversários, parece que treinam. Muito.

Por exemplo, no gol marcado aos 40 minutos do primeiro tempo, a Ferroviária colocou quatro jogadores na barreira palmeirense e Fernando Prass não conseguiu impedir que a cobrança de Fernando Gabriel morresse dentro do gol.

No segundo tempo, tudo seguia igualzinho até aos 15 minutos, quando Prass chutou mal e a bola ficou para o atacante Thiago Adan. Mas o goleiro tratou de consertar a situação e salvar o segundo gol. Sinal para Marcelo mudar. E ele optou pela saída de Jean e Alecsandro. Entraram Rafael Marques e Cristaldo, que, no primeiro toque na bola, empatou o jogo.

O Palmeiras tentou virar o jogo na correria. A Ferroviária seguiu no seu ritmo e aos 49 minutos, num contra-ataque iniciado pelo goleiro, o artilheiro Rafinha fez o gol da vitória.

Contra o Rosário Central, na quinta-feira, o Palmeiras vai mais uma vez tentar reagir e jogar futebol. Só o torcedor mais otimista pode acreditar que essa turma consiga muita coisa diferente na Libertadores. Ao menos com o futebol que tem mostrado.

Milagres acontecem, devem pensar os fanáticos. Só que precisa ser um milagre maior do que o estádio palestrino.

(Com participação de Roberto Salim.)

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