Fla, ou quando pegar pênalti não resolve…

Antero Greco

02 Outubro 2017 | 23h15

Na semana passada, foi uma gritaria contra Muralha, por não pegar nenhum dos pênaltis do Cruzeiro, na final da Copa do Brasil. “Ah, se ele fosse melhor”, alegou muita gente, que despejou nas costas do moço o fim do sonho de título.

Nesta segunda-feira (2/10), Diego Alves, de volta ao gol rubro-negro, defendeu a cobrança de Lucca, no jogo com a Ponte Preta, em Campinas, pela 26.ª rodada do Brasileiro. Bacana, parabéns ao Diego e pouco importa se ele se adiantou bastante. Mas o Fla perdeu por 1 a 0.

Em uma e outra situação, a sutileza ficou no fato de um goleiro ser pegador de pênaltis e outro não. Mas a discussão ficará nisso? De novo? Como se esses detalhes tivessem sido determinantes para o destino do time?

A questão deve girar em torno do seguinte – e importante: nas duas vezes, o Fla decepcionou.


E frustrou o torcedor pela inconstância, pela oscilação, até por falta de agressividade. Contra o Cruzeiro, teve apresentação apagada (assim como o campeão), a rigor com uma oportunidade real, em finalização de Guerrero. Agora, diante da Ponte, repetiu erro: Aranha mal apareceu, não levou praticamente nenhum susto.

O Flamengo ficou a dever, e com o elenco que tem, com jogadores de qualidade, era obrigação oferecer muito mais. Nem pode alegar time misto ou coisa do gênero. Com exceção da ausência de Guerrero, entrou em campo com o que tem de melhor.

E esse melhor se mostrou aquém do desejado. A Ponte nem deu tanto trabalho assim, a não ser no segundo tempo, quando construiu a vantagem, com gol de Jean Patrick. A defesa nem foi apertada. Porém, o meio e o ataque sumiram. Rueda mexeu, tirou Márcio Araújo, Diego, Geuvânio, e não adiantou grande coisa.

O Fla tem necessidade de uma injeção de ânimo, de uma chacoalhada. Anda num ritmo morno demais. Por falar nisso… Diego faz tempo deve uma exibição de gala.