Grêmio, o caça-fantasmas

Antero Greco

25 Outubro 2017 | 23h51

O Grêmio mostrou nesta quarta-feira como se espanta fantasma. O Barcelona de Guayaquil pintava como a assombração na vida dos brasileiros, na edição deste ano da Libertadores, depois de eliminar Palmeiras e Santos. Temia-se que fizesse o mesmo com o tricolor gaúcho, na semifinal da competição, ainda mais que jogava a primeira em casa.

Conversa fiada. O time equatoriano não foi páreo para o Grêmio, tomou 3 a 0 e na semana que vem joga em Porto Alegre praticamente para cumprir tabela. Ou à espera de um daqueles milagres que só acontecem a cada 100 anos no futebol. Ou uma hecatombe sobre a rapaziada de Renato Gaúcho.

A eficiência do Grêmio como caça-fantasmas fez o trabalho em 20 minutos. Tempo suficiente para os dois primeiros gols – com Luan aos 7 e Edilson aos 20, que se machucou no segundo tempo e deu lugar para Leo Moura.

A vantagem derrubou o Barcelona, que ficou perdido, sem saber o que fazer para salvar a honra. Teve de atirar-se à frente, mas parou no sistema de marcação desta vez impecável dos brasileiros.


No intervalo, o Barcelona mudou, na tentativa de voltar mais agressivo. E quase assustou, aos 3 minutos, num chute à queima-roupa de Ariel, na pequena área, e que Grohe parou com a mão direita. Defesa extraordinária, indício pra lá de seguro de que não haveria reviravolta. Defesa para encher de moral o Grêmio e colocar o Barcelona nas cordas.

Pois o nocaute veio aos 6, com o segundo gol de Luan, o terceiro da noite. Contra-ataque preciso e finalização impecável. Dali em diante, o Grêmio só ficou à espera do relógio andar, sem pressa, com serenidade, com autoridade. Com a certeza de quem está na decisão.

O Barcelona virou fantasminha camarada.

Agora, que venham os argentinos. River? Pode ser. Adversário de tradição. Lanús? Franco-atirador. Sem problema. O tricolor gaúcho dá passe gigante para o terceiro título continental.