Grêmio passa a régua

Antero Greco

01 Novembro 2017 | 23h58

Viradas memoráveis existem, mas são raras. Por isso, entram para a história, se tornam lendas.

O Barcelona precisava de um desses episódios extraordinários, para anular a vantagem de 3 a 0 obtida pelo Grêmio, uma semana atrás, em Guayaquil. Ficou no 1 a 0, na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre, e se despediu da Libertadores com fronte erguida. E só.

Não há como negar que o tricolor gaúcho entrou em campo com a classificação sob os braços. Muita gente dizia, mais por superstição do que por convicção, que não se podia cantar vitória antes da hora, que há o imponderável, que não existe mais bobo no futebol, etc e tal.

Conversa fiada. O Grêmio foi gigante como visitante, aproveitou as oportunidades que surgiram, e tratou de administrar o tempo como mandante. Foi o que fez, do início ao fim do segundo jogo pelas semifinais da competição continental.


Pode não ter sido uma apresentação brilhante – e, de fato, não ficou um pouco aquém do imaginado. Porém, dentro do desejado, da margem de erro admissível para seguir adiante.

Na primeira etapa, sobretudo, pareceu um tanto dispersivo, sem pressa. Ainda assim, atraiu o adversário, criou algumas situações interessantes e depois se acomodou. Daí, tomou pequeno susto com o gol de Jonatan Alvez.

Nada que abalasse a confiança nem provocasse correria desnecessária. O ritmo banho-maria prosseguiu na segunda fase, com um lance esporádico aqui, uma arrancada dos equatorianos ali, e vida que segue. Conforme o roteiro previsto, de acordo com o figurino de quem cumpriu com louvor a tarefa uma semana antes.

O Grêmio passou a régua na conta das semifinais. Agora, tem o empolgado Lanús como última pedra no caminho do tri da Libertadores. Precisa do jogo perfeito na Arena. E, se vencer bem, atuar com paciência e sabedoria na Argentina.

Mas isso é para daqui a alguns dias. A hora é de saborear a classificação.