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Lições que Tite traz de Araraquara

Antero Greco

21 fevereiro 2016 | 21:42

Corinthians e Ferroviária fizeram o jogo mais divertido da rodada de final de semana do Campeonato Paulista. Houve quatro gols – dois para lado –, mas poderiam ter sido muitos mais, tantas as oportunidades criadas pelos dois lados. O empate por 2 a 2 mostrou que não é por acaso que se trata das equipes com melhores campanhas na competição estadual.

O ritmo da partida foi agradável, na base do lá e cá. A Ferroviária ficou duas vezes na frente (com Juninho, uma em cada tempo) e o Corinthians reagiu (com pênalti cobrado por Lucca e com Giovanni Augusto, sempre na fase final). Os alvinegros criaram chances no início, a turma de Araraquara bombardeou Cássio nos minutos finais.

Emoção em abundância para um final de domingo sem horário de verão.

O jogo revelou uma Ferroviária abusada, o que sempre é agradável de ver. E, por extensão, escancarou falhas no sistema defensivo corintiano. Eis enfim um aspecto negativo para Tite resolver logo, depois da sequência de vitórias tanto no Paulista como na Libertadore.

Pela primeira vez em 2016, o Corinthians topou com um rival que lhe exigiu esforço além da média. Em nenhuma das apresentações anteriores no início de ano, o campeão brasileiro havia sofrido tanta pressão e vira a própria área vulnerável. Coube à Ferroviária mostrar que há pontos a corrigir no processo de reconstrução alvinegro.

A zaga em diversos momentos ficou exposta, como consequência do belo trabalho da Ferroviária, mas também por equívocos na marcação no meio-campo. Bruno Henrique, Maycon, Rodriguinho tiveram dificuldade para segurar a turma local. Danilo e Lucca trataram de dar uma mãozinha, sem muito sucesso.

Como Tite adverte reiteradamente que a equipe segue no processo de reformulação, deve aproveitar o empate e as derrapadas na na Fonte Luminosa como boas lições para resolver em casa.

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