O Palmeiras chama a derrota… e ela veio

Antero Greco

05 Julho 2017 | 23h58

Barcelona x Palmeiras foi uma torturante sessão de mau futebol. O time equatoriano e o brasileiro castigaram a bola, que não deve nem servir para outro jogo. Vai direto pro lixo, de tanto que apanhou. No final, a turma da casa pôde ao menos festejar a vitória por 1 a 0, que veio nos acréscimos e faz com que precise só de empate, na volta, no Allianz Parque.

O primeiro tempo foi até razoável. O Barcelona teve mais posse de bola, porém o Palmeiras mostrou controle, não sofreu com lances perigosos. Se tivesse sido um bocadinho de atrevimento, ainda poderia ficar em vantagem. Até criou duas chances. E só.

Sem menosprezo algum, o anfitrião é ruim. O problema é que William e Borja estiverem sumidos em campo. Tinha de colocar um “Procura-se”.

Pois bem, esperava-se uma segunda parte melhor – e até Cuca voltou dos vestiários dizendo que queria o time à frente. Sinal, então, de que partiria para o ataque. Ficou apenas na intenção. Foi o Barcelona quem tomou iniciativa, ao empurrar o Palmeiras para o próprio campo. Não que tenha incomodado o Prass além da conta; no entanto, rondou e rondou a área verde.

Cuca decidiu mexer. Primeiro tirou Zé Roberto, com a língua deste tamanho de cansaço e colocou Roger Guedes, para aumentar a correria sobre a zaga rival. (A propósito: parabéns ao Zé, que hoje faz 43 anos.) Depois viu que Dudu também não participava e o mandou para o banco, para dar lugar ao Michel Bastos. Mais adiante tirou Borja e pôs Keno.

Sabe o que deram essas mudanças? Em nada. Absolutamente nada. O Palmeiras foi um balaio de gato, o Barcelona percebeu a decidiu ir na raça. Sem qualidade, na correria, no abafa, do jeito que desse. Tanto fez que aos 47 foi premiado com o gol de Alvez. Chute de fora da área, resvalou no meio do caminho e pegou Prass sem pernas para reagir.

O Palmeiras chamou a derrota… e ela veio. Pode ganhar em casa? Pode e deve. De preferência por boa diferença. Mas, para tanto, precisa jogar bola. Nada exuberante, só jogar futebol. O que ele pouco fez neste 5 de julho.

 

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