Palestra: uma no cravo, outra na ferradura

Antero Greco

29 Março 2015 | 20h31

O Palmeiras viveu semana de euforia, sobretudo depois dos 3 a 0 sobre o São Paulo, com direito a gol de placa de Robinho. A torcida animou-se e esperou o fecho de ouro no duelo com o Red Bull, na noite deste domingo, em Campinas. Frustrou-se: o time perdeu por 2 a 0, a quarta derrota na fase de classificação do Campeonato Paulista.

Mais chato do que tropeçar foi a bola murcha que o Palmeiras apresentou. O time vibrante e atrevido do clássico deu lugar a um conjunto desatento, desarticulado e com inspiração zero. Em diversos momentos ficou um bolo de jogadores na frente, com buracos enormes na retaguarda.

Ótimo para o RB, que aproveitou as brechas e, em dois lances rápidos, definiu o placar antes do intervalo, com os gols de Lulinha aos 20 e Fabiano Eller aos 33. Vantagem que poderia ter sido até maior, porque deu branco geral em Zé Roberto e companhia.

O técnico Oswaldo de Oliveira tratou de mexer no time, alguns minutos depois de a bola rolar na segunda etapa, ao optar pela saída de Zé Roberto (entrou Victor Luís) e de Cristaldo (Gabriel Jesus). Não mudou grande coisa, embora Gabriel tenha corrido mais do que o argentino. Chances de gol, pra valer, não surgiram. Em resumo: em alguns lances, veio à memória o Palmeiras sem alma de 2014, aquele para o qual a torcida diz “vade retro” como se fosse o capeta.

A oscilação é desafio para Oswaldo. Não se espera sempre espetáculo; mas ficar no uma no cravo, outra na ferradura, não ajuda; ao contrário, desgasta e provoca tensão e gastrite.