Palmeiras bate em São Paulo grogue

Antero Greco

26 Março 2015 | 00h49

O Choque-Rei do Campeonato Paulista da noite desta quarta-feira, no Palestra, a rigor durou 8 minutos, tempo suficiente para um golaço de Robinho e a expulsão de Rafael Tolói. Dali em diante, até o apito final e o resultado de 3 a 0, só o Palmeiras jogou, criou oportunidades e poderia ter saído com uma goleada expressiva. O São Paulo foi atônito, perdido, desconcertado do começo ao fim. E ainda teve Michel Bastos expulso aos 32 minutos da etapa final.

Os dois episódios no início da partida foram decisivos para os rumos que ela tomou. Independentemente disso, ficou clara a estratégia verde já no pontapé inicial: ir pra cima, fechar espaços, não deixar o São Paulo respirar. E, na menor brecha, chutar a gol. Uma blitz, eficiente e poderosa. Premiada logo aos 4 minutos, com uma bola mal reposta por Rogério Ceni que caiu nos pés de Robinho. Quase do meio campo ele chutou alto, forte e surpreendeu o goleiro.

Depois, veio o entrevero que tirou Tolói. O zagueiro dividiu com Dudu, ambos se estranharam, mas o são-paulino deu um toque por trás no palmeirense. O juiz não viu, mas foi alertado pelo quarto árbitro e deu vermelho direto.  Bobagem de Tolói, mas amarelo para ambos resolveria a questão.

Depois disso, o São Paulo perdeu o rumo e o jogo. Ficou parado, apático, sem força alguma para recuperação. Nada funcionou, e a rapaziada de Muricy Ramalho ficou exposta à avalanche alviverde. Pato foi sacrificado, ao dar lugar para Edson Silva, e não adiantou. O Palmeiras chegou ao segundo gol, com Rafael Marques, que repetiu a dose na etapa final. Fora as chances desperdiçadas.

O segundo tempo foi semelhante ao primeiro, apenas com o Palmeiras menos incisivo, mas senhor do jogo.  Com naturalidade, trocou passes, chegou quando quis à área tricolor, deitou e rolou. Enfim ganhou um clássico, com autoridade, da forma como precisava para encorpar e acreditar de vez que é um dos candidatos fortes ao título paulista. E projeta boa perspectiva para o restante da temporada.

E, claro, aumentará a pressão sobre Muricy. Incerteza e turbulência rondam o Morumbi. Novamente.