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Antero Greco

17 Fevereiro 2016 | 00h22

Diz o ditado que empate fora de casa é bom resultado na Taça Libertadores. O Palmeiras aprendeu isso nas 15 edições anteriores que disputou. Mas acontece que há empates e empates. O da noite desta terça-feira, contra o River Plate, por 2 a 2, foi frustrante aberração, mesmo com a partida sendo disputada em Maldonado.

Primeiro, porque o time uruguaio não jogou nada. Em segundo lugar, a equipe de Marcelo Oliveira deve estar treinando para errar passes: só isso explica o número incrível de lances que começam na defesa e se desmancham em pleno meio de campo, cortando qualquer sequência lógica do jogo.

A formação inicial com Jean no lugar de Robinho foi um fiasco. E, no único lance de lucidez do primeiro tempo, Dudu deu um passe perfeito para o próprio Jean, que abriu o placar.

Mesmo com 1 a 0, os palmeirenses não conseguiam acertar um contra-ataque, perdidos em seus próprios erros e não na força do time adversário.

Logo no início do segundo tempo o atacante Schiaccapasse foi derrubado dentro da área por Prass e o River chegou ao empate, na cobrança de pênalti de Michael Santos. Aí Marcelo Oliveira (que já tinha colocado Gabriel Jesus no lugar de Erik), pôs Alecsandro na vaga de Lucas Barrios.

E o veterano atacante acabou sendo a boa surpresa da partida. Deu um passe primoroso para Gabriel marcar o segundo gol, cabeceou, chutou de longe e deu trabalho aos uruguaios. Zé Roberto também apareceu bem na partida.

Mas em uma cobrança de escanteio, logo aos 18 minutos, Montelongo cabeceou sozinho. O placar de 2 a 2 seguiu até o final. A monotonia também, apesar da entrada de Robinho no lugar de Arouca.

O Palmeiras pode fazer bonito na Libertadores? Sim, pode, pois a competição está no início. Mas não jogando dessa maneira. Por enquanto, parece brincar com o fogo.

(Com Roberto Salim.)

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