Palmeiras, início com pé direito e no freio

Antero Greco

05 Fevereiro 2017 | 19h56

Havia expectativa a respeito do primeiro jogo oficial do Palmeiras em 2017. Não era para menos. Campeão brasileiro e clube que mais investiu no elenco para a temporada, a torcida queria ver como se comportaria diante do Botafogo, na rodada de abertura do Paulistão. E sob o comando de Eduardo Baptista, a novidade no banco.

No placar, não decepcionou: fez 1 a 0 e embolsou três pontos. No desempenho, não frustrou, também, mas ficou aquém do que se imagina deva apresentar em médio prazo. Deu para o gasto, para usar termo simples. Foi com o pé direito, mas com o freio puxado. Ganhou, o que sempre ajuda nas observações e eventuais alterações que o treinador entenda sejam necessárias.

E Eduardo mexeu, de uma etapa para outra. Na primeira, houve dificuldade no sistema defensivo – tanto que Prass apareceu bem em alguns lances – e oscilações no meio e na frente. Por isso, no intervalo tirou Raphael Veiga e colocou Michel Bastos, assim como optou por Alecsandro na vaga de William. Está na cara que ainda ocorrerão outras modificações, assim que Mina e Moisés puderem jogar. E também quando Guerra estiver  em melhores condições.

O Palmeiras repetiu alguns pontos positivos do ano passado, como não se deixar pressionar além da conta. Tem bom toque de bola e posse também. Conta com jogadores em condições de decidir na jogada individual (caso de Tchê Tchê, autor do gol da vitória, com chute de fora da área). O espírito de conjunto é forte. E o elenco oferece inúmeras alternativas para o técnico.


Enfim, é um Palmeiras em construção. No calor da hora, e com uma partida apenas, podem ser feitos alguns comentários. Prass continuará a ser um dos pontos de referência. Jean e Victor Hugo são imprescindíveis na defesa, assim como Zé Roberto (que no entanto não deve jogar todas); Edu Dracena é o substituto de plantão e sempre pronto.

Felipe Melo trata de tomar conta da proteção à área, e o faz com o estilo costumeiro, de combate. Exagera um pouco na demonstração de garra; ainda vai lhe fazer bem se se livrar da imagem de “xerife”; Tchê Tchê é outra peça-chave, da mesma forma que Dudu. Roger Guedes, Raphael Veiga e William, diria, estão em período de teste. Não vejo nenhum dos três, por ora, como donos das respectivas posições.

Fato: o time vai crescer.

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