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Esportes » Uma antiga história de Palestra x Ferroviária

Futebol

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Antero Greco

27 Fevereiro 2016 | 19h49

Tem gente que pode achar exagero, mas em tempos de vacas magras e de futebol pobre é preciso lembrar do maior Palmeiras e Ferroviária de todos os tempos. Foi numa tarde de sábado, 27 de novembro de 1965 (50 anos atrás), que os dois times entraram no antigo Parque Antártica.

A camisa palmeirense era verde mesmo. E a da Ferroviária, grená. Tudo como no jogo marcado para a tarde deste domingo, na pomposa Arena alviverde.

Até aí nenhuma novidade. A diferença eram os jogadores que vestiam os uniformes: verdadeiros craques da bola.

Pelo Palmeiras, o técnico Mário Travaglini escalou: Valdir; Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina e Ferrari, Dudu e Ademir da Guia; Germano, Ademar Pantera, Servílio e Rinaldo. A Ferroviária, do treinador Carlito Roberto, alinhou: Navarro; Geraldo, Brandão, Rossi e Fogueira; Adão e Bazani; Nilo, Djair, Tales e Pio.

Grandes jogadores! Melhor que eles, só mesmo a partida: emocionante do começo ao fim. Quando o juiz Benedito Francisco apitou o final, os palmeirenses deixaram o campo orgulhosos e a torcida aliviada. O Palmeiras inverteu um placar de 3 a 0 no primeiro tempo para 4 a 3 – com três gols do inacreditável Ademar Pantera e um de Servílio.

Naquela tarde teve garoto que não acreditou na virada, deixou o Parque antártica no intervalo e se escondeu embaixo da cama para não ouvir pelo rádio a goleada que se anunciava e não aconteceu. Eram outros tempos, outros jogadores e outro futebol.

Do time atual, só mesmo um menino como Gabriel Jesus poderia ter disputado aquele jogo.

(Com colaboração da memória afetiva de Roberto Salim.)

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