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Reserva ou titular, o Palmeiras frustra

Antero Greco

13 fevereiro 2016 | 20:13

Um jargão de jogador é afirmar que em um elenco não há reservas nem titulares, que todos são bons e quem entra mantém o nível e dá conta do recado. Pelo visto, o lugar-comum se adequa para o Palmeiras de início de 2016. A formação principal não tem agradado. Daí, vai a campo o mistão e… igualmente decepciona.

Foi assim na tarde deste sábado, nos 2 a 1 para o Linense, no reformado gramado do Allianz Parque. O técnico Marcelo Oliveira apelou para vários atletas vistos como “alternativa” e o produto não foi bom. Não pelo placar, em si – tropeços acontecem, mesmo diante de adversários mais fracos. A decepção veio com o comportamento do time, outra vez abaixo do esperado.

Não foi por acaso que o Palmeiras tomou vaias da torcida. Noves fora o fato de o palestrino ser exigente, a verdade é que a turma de Marcelo jogou bola bem murcha. Muito toque e pouca produção; alguma movimentação e ousadia sumida; mais pose do que futebol.

A vantagem custou a vir, apareceu quase no final do primeiro tempo e em lance no mínimo duvidoso: o juiz enxergou pênalti de Marcão em Alecsandro. O próprio Alecsandro marcou. Isso aos 37. Aos 39, Pottker empatou. E ele mesmo virou, aos 36 do segundo tempo.

O que faltou ao Palmeiras desta vez? Quase tudo: atenção, criatividade, alguém que pensasse o jogo. Não adianta grande coisa ter elenco variado, e inflado com várias contratações recentes, se não há variação, se o nível permanece estável – e, pra baixo – com titulares ou reservas.

O Estadual até agora não entusiasma o torcedor. Resta-lhe a esperança de que esses tropeços sirvam, ao menos, como laboratório e mostrem a Marcelo e rapazes o caminho certo.

A cobrança pra valer começa na semana que vem, com a estreia na Libertadores.

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