Santos e a rotina de vencer. Com ou sem técnico

Antero Greco

08 Março 2015 | 20h33

O Santos dispensou Enderson Moreira no meio da semana, porque andava insatisfeito com os métodos dele. Principalmente por não dar espaço para jovens, como Gabriel, o Gabigol. O treinador saiu com o time em alta e foi substituído neste domingo pelo interino Marcelo Fernandes. A produtividade continuou inalterada e veio a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo.

Resultado sob medida, para mostrar a diferença entre os dois times. O Santos, agora com 20 pontos (a melhor campanha por enquanto no Estadual), foi superior, não se desgastou além da conta, jogou no ritmo certo para colecionar os gols em momentos que não permitiram a reação do adversário. Werley fez o primeiro aos 23 da etapa inicial; Ricardo Oliveira fechou a conta com outros dois, na etapa final, aos 26 e aos 46.

Dois jogadores chamaram a atenção: Gabigol e Ricardo Oliveira. O jovem atacante começou como titular e ficou em campo quase até os 40 do segundo tempo. Ou seja, tempo suficiente para mostrar-se à vontade e provar que Enderson errava ao deixá-lo no banco. Mas não foi bem. Ao contrário, teve atuação muito apagada, parecia tenso com a responsabilidade.

Ricardo Oliveira, em compensação, brilhou, ao participar do primeiro gol e ao marcar os outros. E também pela movimentação, pelos toques precisos. Por fazer a função dele e por exceder ao ajudar até no meio-campo quando necessário, para preencher a ausência de Robinho. Sinal de Santos solidário e de novo bem encaminhado na disputa paulista, como tem sido praxe nos últimos anos.