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Antero Greco

28 Março 2016 | 21h58

Até o mês de novembro, quando operou a mão, toda manhã de sábado ele se juntava aos amigos, colocava o uniforme de craque e ia bater uma bolinha em Sorocaba. Futebol soçaite, mas sempre futebol é. Ele ainda toca bola com categoria, não corre tanto, mas… vai dividir uma bola com ele, vai!!!

Sabe de quem se trata? De Paraná, que foi ponta-esquerda dos bons.

Jogou no São Paulo, jogou a Copa de 1966 e participou da batalha contra os portugueses (o Brasil perdeu por 3 a 1 e quebraram Pelé). E se orgulha dessa época.

Mas o que os amigos de pelada sempre querem saber é sobre as histórias da década de 60, quando o São Bento encaçapava todos os grandes que se arriscavam em Sorocaba. O time era muito forte e o ataque era formado por Copeu, Cabralzinho, Picolé, Bazzaninho e Paraná.

“Foram vários jogos memoráveis, mas lembro da estreia do Cabralzinho… foi contra a Ponte, ganhamos, demos show e ele ainda fez um gol”, relembra. O São Bento era mesmo um timaço.

Agora, os amigos de pelada querem mesmo saber é se o São Bento deste ano no Paulista se compara ao da época de Paraná.

O time atual está brilhando. Faz uma campanha invejável, está grudado no Santos no grupo “A”, ambos com 23 pontos. Só tem menos pontos do que o Corinthians (29).

Será que Paraná tem ido ao estádio? “Não… não me deixam ver o jogo”, lamenta. Será que a diretoria do time atual quer cobrar ingresso do velho ídolo? Nada disso. “Ninguém me deixa assistir… fica todo mundo querendo conversar o tempo todo”.

Então, ele prefere escutar pelo rádio. Mas sabe muito bem que o goleiro é bom, o lateral-esquerdo promete e o meio-campo é o ponto alto da equipe.

Daqui um mês, assim que o médico liberar, volta às peladas de sábado.

Afinal, Paraná é um menino que fez 74 anos na semana passada.

(Com reportagem de Roberto Salim.)

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