SP ganha, toma fôlego, mas deve bom jogo

Antero Greco

19 Março 2015 | 00h32

O São Paulo se mantém vivo na Libertadores. A vitória chorada, sofrida, suada  diante do San Lorenzo, na noite desta quarta-feira, no Morumbi, o deixa em condições de depende só de sua força para seguir adiante na competição. Após o 1 a 0, gol de Michel Bastos no finalzinho, foi para 6 pontos, três a menos do que o Corinthians e três à frente do rival argentino.

A única opção são-paulina era ganhar. Não poderia haver meio-termo. O empate, em si, não significaria a eliminação, mas funcionaria como duro golpe na autoestima do grupo. E por pouco não prevaleceu o 0 a 0, mesmo com duas bolas na trave e um gol mal anulado. Por isso, a cabeçada de Michel Bastos aos 40 e tantos minutos caiu como bênção sobre o público no estádio e a torcida pelo Brasil.

Resultado à parte, ainda restam no ar algumas questões: o São Paulo jogou bem? Superou a desconfiança? Está tranquilo? Responderia não a essas dúvidas. O desempenho esteve longe de se mostrar desastroso, assim como não foi impecável.  A oscilação continua, o que se reflete no comportamento do público, que apóia mas fica com um pé atrás.

Há ansiedade, também, entre os jogadores. Ficou claro no primeiro tempo, em que o São Paulo emperrou na marcação do San Lorenzo, elaborou mal as jogadas e tentou resolver na base da individualidade. Reações que satisfaziam os argentinos, descaradamente à procura do empate ou, no máximo, um contragolpe decisivo.

O São Paulo melhorou na segunda etapa, teve gol de Centurión anulado por erro do bandeirinha e pelo menos acelerou, saiu do ritmo arrastado de antes. O argentino, que entrou no lugar de Pato (machucou-se), foi  um dos destaques do jogo. Muricy tentou cartada final, com Alan Kardec na vaga de Souza e ainda tirou Ganso (decepcionou) e colocou Boschillia.

O risco de eliminação precoce está afastado. O São Paulo ganha fôlego. Mas ainda falta jogar de tal forma que convença o torcedor de que o caminho na Libertadores será longo. E vitorioso.