Santos complica o Furacão

Antero Greco

05 Julho 2017 | 21h35

Na hora em que vi Nikão mandar a bola para o gol do Santos, com apenas 7 minutos de jogo, pensei: “Hoje o Furacão arrasa.” Ilusão. O time paranaense não teve fôlego para segurar a vantagem, perdeu por 3 a 2 e tem missão complicada na volta, em 10 de agosto. Precisa ganhar por dois gols de diferença, para avançar na Taça Libertadores.

Foi um jogo muito gostoso de assistir, sobretudo para quem não torce para nenhum dos dois times que entraram em campo na Vila Capanema. Para torcedores do Atlético-PR uma angústia danada, principalmente ao ver a virada para 3 a 1 e a pressão no final em busca do empate. Os fãs do Santos ficaram com o coração na mão.

Os destaques foram três – Kaíke e Lucas Lima, no lado alvinegro, e Weverton, para a turma rubro-negra. Os dois primeiros se destacaram de maneira positiva – Kaíke por abrir e fechar a conta, e que golaço o terceiro. De letra! O meia por ter lembrado o craque de grandes momentos. Jogou como fazia muito não acontecia. O goleiro, excelente, falhou feio no segundo gol, aquele marcado por Bruno Henrique. E vacilou no primeiro também.

O Atlético largou na frente, logo de cara, e até tratou de controlar a partida no meio-campo. Lucho Gonzalez, Rossetto, o próprio Nikão seguravam a onda. Aos poucos, o Santos se soltou, Lucas Lima assumiu o papel de protagonista e passou a comandar a equipe. Renato, Thiago Maia, Copete fechavam espaços.

Questão de tempo para o Santos equilibrar, rondar a área atleticana e empatar com Kaíke aos 25. Na segunda etapa, a virada veio aos 11, depois de Weverton soltar bola chutada por Victor Ferraz, e Kaíke aos 22 aumentou a diferença. O técnico Eduardo Baptista ao longo do jogo foi fazendo alterações, na busca de eficiência, e levou vaias ao mandar Grafite entrar. O atacante está num jejum de mais de 20 jogos sem marcar.

A pressão resultou no segundo gol, de Ederson aos 26, e de algumas finalizações perigosas. O empate esteve perto de tornar-se real. Não deu. O público local foi pra casa com a sensação de que a reação não é impossível, mas difícil demais. E o Santos, depois de turbulência, dá as caras na hora certa na Libertadores. E domingo tem clássico com o São Paulo pelo Brasileirão.

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