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Seleção em dois tempos: do show ao sufoco

Antero Greco

26 março 2016 | 00:56

Foram dois times do Brasil em campo: um inspirado no primeiro tempo e outro totalmente diferente, na etapa final. O do começo foi um Brasil à Barcelona dos melhores momentos. O segundo flertou com o desastre.

Na primeira parte do clássico que terminou com 2 a 2, na Arena Pernambuco, houve futebol agradável, jogado na bola, com direito a chapéus, defesas dos goleiros e emoção.

As coisas para a seleção foram facilitadas por dois motivos: a ausência da zaga titular uruguaia e o fato de o primeiro gol ter saído com menos de um minuto, na boa jogada de William, que Douglas Costa aproveitou com a agilidade e esperteza dos artilheiros.

O Brasil passou a jogar fácil, a trocar passes e a ameaçar o gol de Muslera. Também se movimentavam com intensidade, Neymar, Douglas e Renato Augusto, que fez o segundo gol depois de dar um drible incrível no goleiro.

Mas quem pensou no “já ganhou” se iludiu. O Uruguai tem Cavani e Luizito Suarez. Por isso diminuiu com golaço de Cavani: 2 a 1, antes do intervalo, e que recolocou os uruguaios no jogo.

E ficou a expectativa de segundo tempo dos bons. Para os uruguaios, efetivamente, foi. Já para o Brasil foi a volta aos tempos de sufoco. A seleção foi cascuda, mas sem liderança em campo, com direito às velhas derrapadas de David Luiz e sem inspiração.

Foi inexplicável: é difícil entender como o time vacila e muda tanto de comportamento. E como o técnico fica ao lado do campo, perplexo, sem ação.

Logo aos 3 minutos, Suarez mostrou a que veio: bateu forte, cruzado, mas era um chute defensável, que Allison não conseguiu pegar. Dois a dois.

O jogo recomeçava. Mas o Brasil não teve forças para se impor e caiu no contra-ataque dos inimigos, que poderiam muito bem ter virado o placar. Isso só não aconteceu, porque Allison se recuperou no jogo e impediu o terceiro gol dos uruguaios, como no lance ocorrido aos 41 minutos, quando David Luiz deu de presente o gol para Suarez.

Para sorte da seleção o jogo acabou empatado mesmo.

Neymar fez um segundo tempo discreto, levou seu terceiro cartão amarelo e não vai enfrentar o Paraguai, terça-feira, em Assunção.

Pelo jeito, o time de Dunga ainda vai sofrer muito nessas eliminatórias para a Copa da Rússia.

(Com participação do jornalista Roberto Salim.)

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