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Antero Greco

31 Janeiro 2016 | 20h56

O Corinthians teve ajuda da sorte, mas não teve o auxílio da arbitragem em sua sofrida estréia no Campeonato Paulista. Tudo bem que os fanáticos da Rua do Porto, em Piracicaba, vão reclamar do pênalti marcado para os corintianos, do gol anulado do XV de Novembro e do gol marcado por Romero, já nos descontos.

Mas, por incrível que pareça, contrariando o que sempre ocorre em duelos entre Davi e Golias, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza esteve certíssimo nas três marcações, embora todas difíceis e a favor do alvinegro da capital.

Posto isso, a vitória do time de Tite foi honesta. Encruada, mas correta.

A torcida precisa mesmo de paciência para esperar a chegada de gente nova, a adaptação ao esquema do treinador e a calma ainda necessária a jogadores como Lucca, que quase mandou duas bolas para fora da Arena de Itaquera.

O Corinthians jogou mal. E, para piorar a situação, Rodriguinho chutou um pênalti para fora. O XV se segurou como pôde e até teve chances, como o gol anulado por impedimento de Heitor.

No segundo tempo, a entrada de Marlone no lugar de Lucca pouco mudou o ritmo da partida. E o time de Piracicaba em jogadas de escanteio ameaçou de verdade o gol de Cássio.

Romero era uma lástima no ataque. E a equipe corintiana era Rodriguinho, Elias e Danilo.

Tudo se encaminhava para um tristonho zero a zero, quando Rodriguinho deu ótimo lançamento para Elias, que dividiu com o goleiro Bruno. A bola sobrou para Romero. Quarenta e sete minutos de jogo, o gol da vitória. O gol da paciência.

Tite vai ter muito trabalho para fazer o Corinthians voltar a jogar bola.

(Com Roberto Salim.)

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