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Antero Greco

27 Fevereiro 2016 | 22h58

O Corinthians resolveu apostar na emoção no Campeonato Paulista – ou pelo menos a emoção nos minutos finais. Foi assim nas últimas três partidas: marcou quase em cima da hora, nos empates com Ferroviária (2 a 2) e São Bento (1 a 1), e chegou ao gol da vitória por 1 a 0 sobre o Oeste já no início dos descontos, na noite deste sábado, em Itaquera.

A volta da empatite esteve por pouco para se consolidar. Não surgiu, após aquele que seria a terceira em sequência, porque apareceu Rodriguinho para encher o pé e mandar a bola para o gol, aos 45 minutos e meio do segundo tempo. Faltou pouco, bem pouco, para a decepção.

Muito bem, o Corinthians ganhou outra, mantém invencibilidade no Estadual, aos poucos se ajusta, depois do vendaval de debandadas de começo de ano. No entanto, ainda carece de sintonia fina. No primeiro tempo, teve dificuldade para criar. No segundo, para finalizar.

Tite busca, porém não encontrou ainda quem possa suprir a saída de Jadson e Renato Augusto. A dupla deu o toque de classe ao meio-campo, na temporada anterior, e Giovanni Augusto e Rodriguinho, os escolhidos para pegar o Oeste, não mostram a eficiência dos que se foram. Em alguns momentos, a função ficou para Guilherme, igualmente sem sucesso.

Como desdobramento, André ficou abandonado na frente. Pegou muito pouco na bola, saiu da área para ser mais acionado e praticamente não chutou a gol. Danilo entrou no segundo tempo, para manter a tendência que vem desde 2015, e desta vez não fez grande diferença.

A compensação veio no sistema defensivo. Pouco exposto, apesar de um ou outro susto que Matheus Vidotto tomou. A proteção veio de melhor marcação no meio, e também – ou sobretudo – porque o ataque do Oeste não faz mal a ninguém.

Se o que importa é o ambiente favorável, disso o Corinthians não pode se queixar. Os resultados positivos se acumulam, o que permite a Tite reorganizar o time com calma. E, de preferência, sem a bendita empatite.

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