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Esportes » Um problema nas mãos do Zé do vôlei

Futebol

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Antero Greco

19 Fevereiro 2016 | 15h33

O vôlei feminino do Brasil é um dos melhores do mundo? É. Está cotado para ganhar outro ouro, agora nos Jogos do Rio? Está. É superfavorito? Não. E muito cá pra nós: o técnico José Roberto Guimarães está com um problemão nas mãos.

Sim, nas mãos: o nosso vôlei carece de renovação e não dispõe de duas levantadoras, como sempre teve. Uma puxando a outra, fazendo sombra, incomodando, como nos tempos de Fernanda Venturini e Fofão. Hoje temos Dani Lins e Fabíola, mas… Fabíola está esperando nenê. Só dois meses antes da Olimpíada voltará a treinar.

O tempo será suficiente? É o que o Zé Roberto deve estar pensando.

A levantadora é o técnico na quadra – cérebro e mãos da estratégia. Dela depende tudo.

A indestrutível Fofão, aos 45 anos, continua jogando umas peladas na chácara da família em Boituva – a 100 quilômetros de São Paulo, mas nem pensa em voltar. “Não dá mais”, confessa a super-levantadora, que parou de jogar para valer em maio do ano passado.

Em uma palestra no começo desta semana, em São Paulo, Fofão comentou a situação e se mostrou preocupada. No encontro no Sesc, revelou também como se acalmava durante as partidas mais nervosas da carreira que contabiliza cinco Olimpíadas: “Eu mascava chiclete para não deixar a boca ficar seca”, contou. “Mas mascava discretamente, nunca ninguém descobriu… porque é proibido”.

Até para ficar calma a fantástica Fofão era diferente.

(Com colaboração de Roberto Salim.)

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