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Antero Greco

10 Fevereiro 2016 | 03h43

O torcedor mais fanático do Palmeiras deve estar pensando: se em janeiro, em um jogo treino em Montevidéu, o time triturou o adversário por 4 a 0, em apenas 60 minutos, agora com força máxima, vai ser mais fácil ainda. Ledo engano: o River Plate uruguaio é osso duro para a estréia alviverde na Libertadores, na próxima terça-feira, na capital uruguaia.

Aquele era um simples treinamento; agora o jogo vale, e muito. Quem viu o River Plate eliminando a Universidade de Chile, na noite desta-terça de Carnaval, entendeu que tem padrão e objetivos. O time dirigido por Juan Ramon Carrasco é modesto? É. A folha de pagamento inteira praticamente paga um craque palmeirense. O gasto mensal é de 150 mil dólares.

Mas, na fase classificatória, ganhou dos chilenos por 2 a 0, em casa. Para garantir a vaga, empatou por 0 a 0 no Estádio Nacional de Santiago.

O River tem no goleiro Perez um dos destaques. A defesa é firme, o que não significa que seja retranqueiro. Michael Santos no meio-campo arma bem. Nos escanteios a favor, a equipe uruguaia colocava cinco jogadores na área rival. Além disso, contra-atacou o tempo todo e teve chances de vencer até. Marcou sempre que pôde a saída de bola da Universidad de Chile.

Então, nem mesmo um torcedor fanático do Palmeiras deve achar que a estréia no Grupo 2 será fácil em Montevidéu. Mesmo porque o time de Marcelo Oliveira ainda precisa convencer do que será capaz na temporada.

Os 4 a 0 do jogo treino podem ter sido enganosos. Por via das dúvidas, melhor ficar precavido contra a zebra do Uruguai.

(Com Roberto Salim.)

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