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Esportes » Vaga. E o São Paulo tira peso das costas

Futebol

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Antero Greco

11 Fevereiro 2016 | 00h19

Meu amigo, parecia que o São Paulo passaria como trator em cima do Cesar Vallejo, um patinho feio na fase preliminar da Libertadores. Parecia. O time peruano, mesmo fraco de doer,  resistiu e só entregou os pontos no final, ao levar o gol de Rogério que definiu a briga por vaga na fase de grupos. Vitória tricolor por 1 a 0, peso das costas tirado, missão cumprida e ano que começa bem.

Missão cumprida neste momento. Mas há o que melhorar – e muito. O São Paulo de Edgardo Bauza não está pronto, e não seria diferente, já que se trata apenas de início de trabalho. As falhas são semelhantes às de equipes do nível dele. A diferença estava no fato de que enfrentou dois jogos decisivos, e em ambos teve dificuldades. Tanto no 1 a 1 no Peru quanto no 1 a 0 no Pacaembu.

O São Paulo oscilou, assim como havia ocorridos há uma semana. Alternou fases de pressão, de chutes a gol, de bolas na trave, com períodos de apatia, de erros de passes, com espaços para os adversários. A sorte, se se pode usar a palavra (não gosto muito dela), é que o Cesar  Vallejo é feio, ruim demais.

Mesmo se ficasse cinco dias jogando, e contra meio time tricolor, não faria gol. Não teve uma chance clara, apostou tudo na tática manjada de segurar-se atrás e torcer por um contragolpe.  Que não veio, nem viria, porque é limitado, medroso. Um horror! Seria uma zebra descomunal  se seguisse adiante.

Bauza recorreu a Calleri em cima da hora, por indisposição de Kardec. O atacante argentino desta vez não brilhou, como na estreia, e recebeu poucas bolas em condições de definir.  O meio-campo vacilou, falta coordenar melhor as alternâncias de Ganso e Michel Bastos (apagado nesta quarta e ainda perdeu um pênalti). A defesa tem melhorado, como é desejo de Bauza.

Não se pode negar que, ao menos nos jogos com o Cesar Vallejo, brilhou a estrela do treinador. No primeiro jogo, colocou Calleri em campo e este fez o gol de empate. Desta vez, chamou Rogério (que não estava nem relacionado) para entrar no lugar de Ganso, e dos pés dele saiu o gol decisivo. É bom que isso aconteça.  Melhor, ainda, quando os resultados são consequência de desempenho firme.

Abre-se nova etapa para o São Paulo – ampla, com desafios internacionais, com a esperança do quarto título continental.  Então, que se aproveite o astral pra cima e o time cresça.

 

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