Valente Palmeiras de Valentim

Antero Greco

19 Outubro 2017 | 22h26

Pode ser impressão, um rasgo de boa vontade, ou constatação óbvia. Ou tudo isso junto. Mas o Palmeiras das duas últimas apresentações no Brasileiro é o mais sereno e determinado da temporada.

Na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-GO, no domingo, e nos 2 a 0 em cima da Ponte, nesta quinta-feira, jogou com segurança, foi objetivo e preciso. Não inventou, não se complicou. Futebol simples, fácil, porém arrumado. O Palmeiras de Alberto Valentim está diferente do Palmeiras de Eduardo Baptista e sobretudo do Palmeiras de Cuca.

Epa, dá pra dizer que daqui até o final do campeonato não perderá mais? Que vai incomodar o Corinthians? Que ainda pode sonhar com o título? Das três hipóteses, a única que não se deve negar é a terceira. Porque sonhar, afinal, não é proibido para ninguém.

No mais, não se pode cravar coisa alguma. Aliás, não dá pra ter certeza de nada nesta Série A. No caso palestrino, se pode alegar que pegou dois adversários instáveis, com medo do rebaixamento e que, portanto, não fez mais do que obrigação. Concordo.

E também é possível alegar que os próximos desafios – Grêmio (fora), Cruzeiro (em casa) e Corinthians (fora). Se passar incólume por esse trio, então o torcedor pode acender mais velinhas para San Gennaro e para Nossa Senhora de Achiropitta porque o milagre está a caminho. Até lá…

Até lá, que Valentim e seu grupo continuem com a postura das últimas partidas. No duelo com a Macaca, só houve dois ou três vacilos de marcação, até a metade do primeiro tempo. Em lances de desatenção no miolo da zaga, jogadores da Ponte ficaram em boas condições para finalizar. Depois, fechado o buraco o Palmeiras mandou e não se sentiu ameaçado.

Bruno Henrique, Tchê Tchê e Moisés mandaram bem, no meio, enquanto Dudu, Keno e William estavam afinados na frente. William saiu machucado, deu espaço para Borja, que encerrou longo jejum e fez o segundo gol, na etapa final. Na primeira, Keno abriu o marcador. Mayke marcou bem na direita e Egídio esteve discreto na esquerda.

Enfim, um Palmeiras descomplicado, com direito até a breves aparições de Arouca e de Felipe Melo, em prova de que a tendência é a de apaziguar o ambiente no que resta de ano.

O Palmeiras precisava de um pouco de tranquilidade – e ela veio.Mas está valente este Palmeiras de Valentim.

Falta a sequência.