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Esportes » Vencer é ótimo. Mas Palmeiras precisa melhorar

Futebol

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Antero Greco

16 Março 2017 | 00h10

Texto de blog, escrito no calor da hora, ainda tem muito da adrenalina das partidas. Talvez não seja diferente com este que você começa a ler agora. Mas tentemos colocar abstrair e partir para a análise.

O Palmeiras ganhou do Jorge Wilstermann por 1 a 0, no final da noite desta quarta-feira. Primeira vitória em dois jogos na Libertadores. Gol no sufoco, na bacia das almas, marcado pelo zagueiro artilheiro Mina, aos 50 minutos do segundo tempo. Bola chorada, depois de jogada de aperto, da qual participou mais de meio time. Sobrou até reclamação dos bolivianos, sob alegação de impedimento.

Muito bem, três pontos para o campeão brasileiro, que dessa maneira evitou decepção de empatar em casa. O estádio lotado vibrou com o lance final do duelo no Allianz Parque.

Mas logo vêm as questões: o Palmeiras jogou bem? Teve atuação à altura da expectativa com que entrou na competição? Destroçou o adversário? Portou-se como candidato ao título?

Diria que não. A turma de Eduardo Baptista esforçou-se, claro; jogou com seriedade, sem desprezar o adversário. No entanto, esteve aquém do que se esperava de mandante de peso.

Não levou grandes sustos na defesa, como tem sido recorrente nesta temporada. O setor é sólido, tem jogadores experientes e bem protegidos. Não é ali que se encontra o problema.

A emperrada vem do meio para a frente. Nesta quarta-feira, por exemplo, Tchê Tchê não esteve bem, assim como Michel Bastos. E o técnico demorou para tirá-los de campo. Deveria ter tentado antes com Keno e Willian. Com isso, ficou sobrecarregado Felipe Mello, que se saiu bem, depois de um início meio nervoso. Mas Zé Roberto também ficou mais preso à defesa e Guerra não se soltou muito.

Como num efeito dominó, Dudu igualmente se preocupou em ajudar o meio. E Borja passou muito tempo isolado à frente. Foram poucas as bolas que vieram para ele. Tanto que, no primeiro tempo, a rigor o Palmeiras teve uma jogada mais perigosa.

Na segunda parte, tentou pressão sobre o JW, que abusou da enrolação, catimbou o mais que pôde, para voltar com um ponto no bolso. Ainda que Eduardo tenha mexido, não foram muitos os episódios de perigo criado pela equipe dele. Com Roger Guedes no lugar de Guerra (que não foi mal), veio mais velocidade no final. E o gol salvador, depois de muita insistência, pintou como alívio.

Mas o Palmeiras precisa melhorar bastante para confirmar a condição de postulante ao título.

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