Viva, Chape! Novas caras no Palmeiras

Antero Greco

21 Janeiro 2017 | 19h17

A Arena Condá teve, no meio da tarde deste sábado, mais uma homenagem para as 71 pessoas que morreram na tragédia de novembro. Desta vez, a honra à memória dos que partiram veio por meio da bola a rolar, uma forma gentil e generosa de mostrar que ficam as lembranças e a vida segue. Viu-se a nova Chapecoense em ação, no empate por 2 a 2 com o Palmeiras.

Bom jogo. Mas acima de tudo fluidos positivos foram enviados para jogadores, dirigentes, funcionários, jornalistas que estavam no trágico avião que caiu perto de Medellin, em 29 de novembro. Momentos de emoção não faltaram, sobretudo com a presença de parentes das vítimas e com a participação de alguns sobreviventes.

A partida foi amena, e não poderia ser de outra maneira. Não havia clima para disputa intensa. Os jogadores, é verdade, levaram o compromisso a sério, sem abusar nas divididas e com o máximo respeito mútuo. O placar é clássico nesse tipo de apresentação.

Claro que se trata apenas de ligeira amostra do que ambos podem fazer em 2017. Qualquer conclusão tem ar precipitado e corre risco de descambar logo para erro. Mas, no calor da hora, se pôde constatar que a Chape terá força, em ano de transição, com um grupo digno. É necessário ter paciência e solidariedade com os que estarão em campo a partir de agora.


O campeão brasileiro não levou todos os titulares. Vários ficaram em São Paulo para aprimorar a forma, casos de Mina, Victor Hugo, Moisés, Zé Roberto, dentre outros. Eduardo Baptista colocou um monte de gente para atuar, para ver como respondem. Valeu pelo teste.

Na observação, o treinador viu desempenho interessante de Keno, Hyoran, Antônio Carlos, Felipe Melo, Raphael Veiga (fez o primeiro gol), do grupo de recém-chegados. Tchê Tchê, Dudu, Jean, Fernando Prass (vacilou num dos gols) confirmaram a condição de titulares, assim como Jailson manteve a forma e está pronto para qualquer eventualidade.

Fabiano, Thiago Santos, Egídio, Arouca, Alecsandro, Mailton estão no bloco das alternativas. E o destaque ficou para Vitinho, jovem atacante que desde o ano passado tem sido lapidado como eventual substituto de Gabriel Jesus. O rapaz não desapontou, confirmou expectativas, fez um belo gol, nos 2 a 2 definitivos e levou esperança ao torcedor de que outra “joia” verde está a despontar.

 

 

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