Você viu o SP por aí?

Antero Greco

16 Julho 2017 | 18h31

O São Paulo sumiu. Deve ter sido abduzido por algum disco voador, um bando de ETs ou coisa do gênero. Só pode. Porque o time vencedor, com camisa que entorta varal e que tem taça de tudo quanto é qualidade, desapareceu do Brasileiro. O que se vê, ultimamente, é um arremedo de equipe, um monte de jogador sem saber o que fazer.

É duro ver como desmontaram o Tricolor. Dói constatar como erros constantes de escolhas o empurram para baixo na classificação. A fase atual é desdobramento da mediocridade em que se transformou a administração do clube nos últimos anos. Antes modelo de governança, agora parece mais uma agremiação qualquer de terceira categoria.

Mas, por incrível que pareça, não acredito em queda. Pois é, na Série A deste ano tem tanto competidor ruim, e fazendo força para ser rebaixado, que dá para ter esperança de salvação. Apesar de não ganhar há nove rodadas, mesmo com os 12 pontos em 14 rodadas, o torcedor pode manter a fé de que a permanência na elite será possível. Tem muito jogo pela frente.

Porém, se quiser mesmo continuar na Primeira Divisão e reconstruir-se em 2018, precisa urgentemente jogar bola. Um pouquinho que seja, o suficiente para evitar mais vexames, como o deste domingo, na derrota por 2 a 0 para a Chapecoense. Não se trata de tarefa fora do comum, impossível de ser alcançada. Uma pitadinha de qualidade ajudará.


O que se viu em Chapecó foi, de novo, uma porção de atletas em busca de conjunto. Dorival Júnior até manteve a escalação do meio da semana – a mudança foi Bruno na direita no lugar de Buffarini -, como forma de acelerar entrosamento. Ou seja, definiu um grupo titular com o qual trabalhar; daí, aos poucos, fará ajustes.

Mas dá-lhe ajustes a fazer. A defesa ficou um pouco menos exposta, não o suficiente para evitar os dois gols catarinenses. O meio-campo esboçou ligeira reação, igualmente aquém do necessário. Cueva teve lampejos dos bons momentos do início da temporada. Pratto pareceu um zumbi perdido no ataque.

Injusto, todavia, descer a lenha em Dorival Júnior. Ele não tem uma semana de casa, mesmo que os resultados sejam ruins. Precisa de um mínimo de crédito. Caso contrário, aí vira balbúrdia de vez.

Feia a situação. Horrorosa a bola murcha tricolor destes tempos sombrios.