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Esportes » Vitória para ajustar o Palestra. Que sufoco!

Futebol

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Antero Greco

04 Março 2016 | 00h18

Ganhar é lindo, maravilhoso, gostoso. Um prazer. Um alívio, em muitas ocasiões. Como foram os 2 a 0 para o Palmeiras sobre o Rosario Central, na noite desta quinta-feira, no Allianz Parque. Mas, meu amigo, que sufoco! Por pouco, por um triz, e se não fosse por atuação monstruosa de Fernando Prass, os três pontos poderiam ter virado um. Ou nenhum.

O Palmeiras é um time bipolar. Só pode ser essa a explicação para oscilações impressionantes. No primeiro tempo, sob um toró tremendo, dominou, tocou a bola – isso mesmo, tocou a bola! –, criou chances, mandou bola na trave, ficou em vantagem, com o gol de Cristaldo. Ignorou o Rosario.

Na segunda etapa, sem chuva e com o gramado apenas molhado e sem poças, o que se viu foi uma guinada medonha. Os argentinos, que vieram com time misto, partiram pra cima do Palmeiras, apertaram, chutaram um monte de vezes ao gol. Só não se deram bem porque era uma daquelas jornadas memoráveis de um jogador, no caso Prass.

Marcelo optou por meio-campo com Thiago Santos, Jean, Robinho e Dudu mais adiante. Com isso, deixou Arouca na reserva (entrou no segundo tempo).  No ataque, preferiu Cristaldo ao lado de Gabriel Jesus. As apostas deram certo, e o Palmeiras se ajustou, sobretudo no toque de bola. Fazia tempo que não trocava passes, não criava jogadas com qualidade. Robinho foi importante na criação. A vantagem veio como consequência.

Depois, quase tudo desmorona. Vieram o recuo, o crescimento do Rosario, os sustos. E a queda de desempenho de diversos jogadores. Marcelo Oliveira fez mudanças de praxe, enquanto Prass fechava o gol. Como no pênalti cometido por Robinho em Cervi. Ruben cobrou e o goleiro voou para mandar a bola para escanteio.

A lavoura foi salva já nos acréscimos, com o gol de Allione, que havia entrado no lugar de Robinho. Num contragolpe, a bola sobrou para ele. Defesa do Rosario aberta, teve o trabalho de tocar para as redes.

Prass no gol e os argentinos fazendo gol garantiram a primeira vitória palestrina na Libertadores. O resultado serve para diminuir a tensão, abaixa um pouco a poeira e desanuvia o ambiente. Mas Marcelo precisa batalhar ainda para fazer com que o Palmeiras mantenha regularidade.

E poupe o coração do torcedor.

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