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Antero Greco

18 Janeiro 2016 | 22h03

Corintianos do Brasil, preocupem-se. Ou melhor, descabelem-se.

Perder Renato Augusto é preocupante. Perder Jadson é alarmante. Perder Vagner Love e Ralf é desestimulante… Deixar Edu Dracena ir para o rival Palmeiras é revoltante.

Quase perder Cássio não seria lá uma tragédia, porque tem o Walter para substituir à altura.

Mas se despedir de Carlos Gilberto do Nascimento Silva !!! Agora a coisa pega. O zagueiro Gil pertence à estirpe dos grandes jogadores que já vestiram a camisa alvinegra. É da linhagem de Domingos da Guia, Pai Jaú, Ditão e tantos outros.

Quando Ditão ia para uma dividida era um Deus nos acuda! A torcida ia junto com ele. Era o fanático corintiano em campo com aquela simbólica camisa 3 – que também foi de Moisés, Brito, Gamarra, Amaral, Olavo – com variação de números. Mas todos eram xerifes da área do Corinthians.

Gil é dessa turma. Um defensor e tanto, de impor respeito, jogar bola, comandar o time e não arrumar encrenca. Um zagueiro nascido em Campos dos Goytacazes para brilhar no Timão. E na seleção.

Tivesse ele com Miranda naquele Mineirão contra os alemães… Mas Felipão não enxergou o Gil, apesar do tamanho de seu futebol. Chegou à seleção, mas na equipe escolhida pelo mundo da Fifa escalaram há poucos dias o Thiago Silva, que é do PSG.

Agora, aos 28 anos, Gil está indo para o Shandong Luneng, da China – o time do Mano Menezes. Que Dunga seja teimoso o bastante para chamá-lo mesmo estando do outro lado do planeta. Gil é o melhor zagueiro do nosso futebol.

Lembra até aquela antiga propaganda que dizia: “Biscoito é Tostines. O resto é bolacha.” Zagueiro é Gil. O resto é beque.

E está falado.

(Com Roberto Salim.)

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